Selo GP ANO 37 - Nº 1855
Pará de Minas 26/02/2021
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e
imparcialidade,
desde 84
Selo GP ANO 37 - Nº 1855
Pará de Minas 26/02/2021
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e imparcialidade, desde 84

267ª MOSTRA GP: VARAL DE POESIAS

29/01/2021 | Eventos GP
A preocupação em valorizar e incentivar a produção artístico-cultural de Pará de Minas sempre foi tônica do jornal gazeta pará-minense que, em junho de 1989, inaugurou a mostra GP, na recepção da Gazeta. Trata-se de um evento bimensal, com exposição dos trabalhos desses artistas (pintura, cerâmica, fotos, poesias, etc). <p><span style=267ª MOSTRA GP: VARAL DE POESIAS

"/>

Confira na recepção do GP Jornal, na rua Alferes Esteves, 54, Centro, a 267ª MOSTRA GP, com um varal de poesias montada pelo escritor FERNANDO HENRIQUE ALMEIDA, 24. A reportagem GP conversou, com ele. Confira.

“Sempre tive muita facilidade e gosto em escrever. O hábito da leitura, desde a tenra idade, muito influenciou em minha escrita. Aos 11 anos de idade, comecei a escrever algumas poesias, mas não levei adiante. Porém, em 2017, quando estava morando em Itaúna/MG, me vi com uma necessidade imensa de passar para o papel tudo aquilo que estava dentro de mim - um verdadeiro furacão - e, então, comecei a escrever poesias, ininterruptamente, o que fez com que ela se tornasse parte da minha vida; ou melhor, que a minha vida se tornasse poesia. De início, escrevia sobre as experiências pessoais que eu estava vivendo, naquele período. Pouco tempo depois, me vi escrevendo sobre o amor e a vida em si. Desde então, eu percebi que todos os temas e acontecimentos da vida dão poesia. Sempre digo que os combustíveis da alma do poeta são 3: alegria, amor e tristeza. São eles que permeiam a vida de todo ser humano que se permite ser e perceber. Também, como todo escritor, vi minha poesia passando por mudanças e transformações. No início, minha poesia era sempre rimada, métrica, sensível e bordada demais. Depois de alguns contatos com obras de outros escritores, dos quais gostaria de destacar Hilda Hilst - grande poetisa brasileira - vi que a poesia era a forma mais livre de arte. Assim, vi que eu poderia escrever como quisesse, o que bem quisesse e onde quisesse. Daí, vi minha poesia se transformar em uma poesia mais densa, livre, ousada, nua e crua. Minha escrita se tornou mais parecida com o que trago em minha essência, e isso, para todo escritor, é um trunfo. Outra característica que eu gostaria de destacar é que, no início, as minhas poesias eram digitadas. Eu as fazia diretamente no computador, mas de 2018 pra cá, todas elas têm sido criadas a mão, no caderno, com caneta. Essa mudança também foi crucial para a minha escrita. Quando escrevo a poesia no papel é como se cada palavra escrita acompanhasse as batidas do meu coração, em intensa sintonia. Além de poesia, comecei a me aventurar na escrita de contos, crônicas e fragmentos. Essa experiência de ir além da poesia me faz muito bem. Sempre digo que há 3 motivos para escrever: inspiração, reflexão e o nada,” acredita Fernando.

FALAS DO ESCRITOR - * Às vezes, escrevo por inspiração e isso é lindo! Inspiração é aquilo que vem de dentro e se transforma em palavra ou vem de fora e se transforma em sentimento. Mas nem todas as fases são de inspiração. Há fases coloridas e outras, nem tanto. * Outras vezes, escrevo por meio de algumas reflexões. Quando estou deitado, pensando na vida, ou em meio à natureza, refletindo sobre a minha existência, acabo transformando esses pensamentos em palavras. * E, por último, escrevo motivado pelo nada e confesso que as mais belas poesias vieram desse momento. Eles acontecem, quando não quero escrever, quando não tenho inspiração alguma, quando há um nada dentro de mim, mas, mesmo assim, pego o caderno e a caneta e começo a esboçar algumas palavras e, de repente, voilá nasce uma linda poesia, como que, de minhas entranhas. * A poesia é o meu lugar de fala, o lugar que eu criei e conquistei e que ninguém pode me tirar. * Já fui muito reprimido, muito calado e, por isso mesmo, um dia prometi para mim mesmo nunca mais me calar e hoje falo de tudo, quando escrevo. Falo de vida e de morte, do amor e do desamor, do sagrado e do profano. Falo o que a poesia quiser,” conta Fernando.


O poeta e escritor Fernando Almeida: “Falo de vida e de morte, do amor e do desamor, do sagrado e do profano. Falo o que a poesia quiser” 


Mais da Gazeta

Exclusivo

QUEM FOI


JOÃO BATISTA DE SOUZA?
<p><p><b>QUEM FOI</b></p><br></p>

ADORO O GP JORNAL

“GP Jornal: transmissão de informação, com tradição e responsabilidade!”
MÁRCIA F. MARZAGÃO ALBANO, advogada e vereadora
Adoro o GP Jornal