Selo GP ANO 37 - Nº 1895
Pará de Minas 02/12/2021
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e
imparcialidade,
desde 84
Selo GP ANO 37 - Nº 1895
Pará de Minas 02/12/2021
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Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e imparcialidade, desde 84

GRITO POPULAR

18/11/2021 | Eventos GP
Procurando um selo para ilustrar a gazeta pará-minense e também com a intenção de prestigiar os artistas locais, surgiu, em 1989, o concurso anual selo GP. A cada ano, o selo vencedor vem estampado à esquerda da 1ª página do jornal, durante um ano, além de estampar as centenas de camisetas comemorativas da noite da camiseta, outro evento GP.

Após as votações de cinco jurados, conforme noticiado na edição anterior, chegou-se ao vencedor do concurso Selo GP Ano 38, sendo que apenas um foi montado no computador e três à mão livre. Confira: * 1° lugar: Rodrigo de Resende Lima, mais conhecido como Rodrigo Roreli, doze pontos, com o desenho do Cristo Redentor, à noite; * 2º lugar: Osvaldo Melo Milton, onze pontos, com um desenho tradicional do santuário de Nossa Senhora da Piedade; * 3° lugar: o vencedor do ano passado, Diego Medina, nove pontos, com uma imagem do símbolo do infinito, tendo ao fundo a cidade; e * 4º lugar: novamente o talentoso Osvaldo Melo Milton, oito pontos, com um desenho moderno do santuário da Piedade. A reportagem GP parabeniza a todos pelos belos trabalhos inscritos e apresenta agora a entrevista feita com o grande vencedor, Rodrigo de Resende Lima, 41, casado com Adriana Ferreira Meireles Limas, 40, e pai de Yasmim, 3, é  natural de Belo Horizonte/MG, mas residente em Pará de Minas há dois anos e meio. Confira.

“* Interessei-me por desenho, aos oito anos de idade. Tentava copiar fotografias, paisagens, animais, pessoas - apenas observando-as - e, às vezes, tentava criar, porém, não havia muito recurso, na época. * Aos treze anos, comecei a fazer desenhos por encomendas e, assim, a vontade de desenhar foi só aumentando. Me lembro de fazer várias capas de trabalhos de escolas minhas e dos meus colegas de sala de aula, quando eu fui praticando, cada vez mais. * Com o passar dos anos, ainda adolescente, procurei conhecer novas técnicas, como pintura a óleo, pastel oleoso e seco, aquarela, nanquim, etc., saindo um pouco do desenho a lápis, mas não deixando de lado as minhas lapiseiras 0.7 e 0.9 que eram as que existiam na época. * Em 2007, parei de desenhar, devido à faculdade, família, trabalho, etc.. Fiquei oito anos sem praticar esse meu hobby favorito. * Em 2016, comecei a pensar no desenho como profissão, pois fiquei desempregado e foi a forma que pensei de ganhar dinheiro para sustentar a minha família. Comecei a pesquisar sobre desenhos na internet eu encontrei muitas novidades, muitos materiais que não conhecia, técnicas bem diferentes das tradicionais. * Por meio das redes sociais, conheci também o Charles Laveso, desenhista e professor de desenho à distância, que me motivou, ainda mais, a me aperfeiçoar, chegando ao desenho realista, nome da atualidade que se dá aos desenhos que parecem fotografias. * Praticava em média de seis a oito horas por dia, para aprender, cada dia mais a conhecer os materiais, suas diferenças e a observar melhor cada detalhe. Realmente, busquei a profissionalização no desenho, feito apenas a lápis, mesmo que de forma autodidata. Graças a Deus, sempre aparecia um pedido de encomenda e, assim, ia praticando e recebendo dinheiro, pelos meus esforços. * Por meio das redes sociais, divulgava e ainda divulgo os meus trabalhos com o nome artístico @rodrigolimaroreli e foi por meio de uma dessas, que fui convidado a dar aulas presenciais na Escola de Artes Deuses e Monstros, em 2017, em Belo Horizonte, onde tive o prazer de repassar meus conhecimentos, durante um ano e meio, e entender que sempre temos algo a aprender, mesmo quando estamos ensinando, nos dedicando muito, praticando, praticando e praticando, com objetivo que se deseja alcançar. * Em 2019, mudei para Pará de Minas por ter recebido uma proposta de trabalho, não na área do desenho. * Aí, cheguei a montar turmas pequenas e dei aulas, por um tempo, com o apoio da Ana Galvão, ex-professora de português e de desenho local. Porém, devido à pandemia, tivemos que paralisar as aulas, mas, em 2022 espero voltar a dar aulas de desenho e despertar o artista que há em dentro de cada um. * Sobre o concurso Selo GP, fiquei sabendo dele pelas redes sociais do próprio jornal GAZETA. A escolha de qual ponto turístico ou personalidade a se fazer, quanto a execução do trabalho, não foi fácil, levei semanas para decidir. Aí, escolhi retratar o Cristo Redentor, por se tratar de um ponto turístico que chama atenção de, praticamente, todo lugar da cidade e também por proporcionar uma belíssima visão, lá do alto. Ele me chamou muito atenção, quando eu vim morar aqui. Por se tratar de um desenho muito pequeno, levando em consideração o estilo de desenho realista, levei umas dez horas para concluí-lo, devido aos detalhes muito pequenos que me propus a fazer, tentando mostrar uma visão diferenciada do Cristo e parte da cidade, ao mesmo tempo. * Ser vencedor do concurso Selo GP Ano 38 me pegou de surpresa. Sinceramente, não esperava. Estou muito feliz, já que agora mais pessoas poderão conhecer o meu trabalho e saber que o meu desenho aparecerá em todos os exemplares do jornal GAZETA. Isso não tem preço, porque é uma grande vitrine e uma honra, pois não é fácil viver da arte. * Quero agradecer a todos que elogiam meus trabalhos, aos meus clientes que confiaram, me dando a honra de ter um ou mais trabalhos em suas casas, à toda equipe GP, pelo profissionalismo, e aos jurados, que me consagraram vencedor deste ano. Desejo a todos um excelente fim de ano, cuidando e protegendo-se contra a covid-19, e um ano novo de muita saúde e prosperidade,” comemora Rodrigo.

* Veja mais sobre os trabalhos do Rodrigo Lima Roreli, nas redes sociais do Facebook, Instagram e Youtube.


O desenhista e vencedor do concurso Selo GP Ano 38: Rodrigo Rorelli

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