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Ano 42 - Nº 2041
25 de Setembro de 2026
NOTAS DA REDAÇÃO - Procurada pela reportagem GP, veja o que disse a gerente de regulação da Arsap, advogada Bruna Faria.
“A Arsap agradece o envio dos questionamentos e considera importante que a população acompanhe a aplicação dos recursos públicos e as decisões da agência. Sobre o terreno anteriormente destinado à Arsap, ele está, atualmente, sendo utilizado pelo município, mas a construção de uma sede própria foi avaliada pela atual gestão da agência. No entanto, diante das condições administrativas e operacionais necessárias para a execução de uma obra desse porte, outras alternativas também passaram a ser analisadas. Nesse contexto, a aquisição de um imóvel já existente surgiu como uma possibilidade para viabilizar uma sede própria, com estrutura adequada ao funcionamento da agência e ao atendimento da população. Os recursos previstos para essa finalidade são da própria agência e estão vinculados ao exercício de suas atribuições institucionais. Quanto à votação do projeto, na câmara municipal, inclusive aos nomes dos vereadores que votaram a favor ou contra, elas podem ser consultadas no Legislativo Municipal,” diz Bruna.
* Procurada também, veja o que disse a Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Pará de Minas.
“A câmara informa que o projeto foi aprovado por 11 x 5 votos, sendo os votos favoráveis dos vereadores Cristiano Fernandes, Dinei Calha, Délio Alves, Kadu Franco, Lucas Arquiteto, Léo Xavier, Léo do Depósito, Marcílio Souza, Márcia Marzagão, Niltinho do São Cristóvão e Serginho do JK; e os, contrários dos vereadores Camila Mão Amiga, Gustavo Duarte, Irene Melo Franco, Toninho Gladstone e Vinícius Alves,” informa a assessoria.
“Não acho certo o Município gastar R$ 510 mil na compra de um imóvel para ser a nova sede da Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário do Município (Arsap), principalmente porque já existe um terreno que foi doado pelo próprio município para essa agência, avaliado na época em cerca de R$ 650 mil. Portanto, se esse terreno já pertence à Arsap e a agência ainda tem recursos em caixa, por que não utilizar o patrimônio que já existe para construir a sede própria? Também chamou a minha atenção o fato de que já havia previsão no Orçamento Municipal para a construção da sede, mas agora ela foi alterada para a compra de uma casa. Antes de gastar mais dinheiro do povo, não seria mais correto explicar, detalhadamente, para a população as seguintes questões? 1) O que aconteceu com o terreno doado?; 2) por que a construção deixou de ser opção?; e 3) que estudos comprovam que essa compra de R$ 510 mil é a melhor alternativa? A população merece transparência também sobre essa decisão, com uma boa justificativa. Afinal, estamos falando de dinheiro público. E a câmara municipal que aprovou esse projeto por 11 x 5 votos. Também gostaria de saber: 1) nomes dos vereadores que votaram a favor; e 2) quais são os cinco que foram contra.”