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Ano 42 - Nº 2146
30 de Outubro de 2026
NOTA DA REDAÇÃO - Procurada pela reportagem GP, veja o que disse a Assessoria de Imprensa da Prefeitura.
“Considerando tanto as demandas da comunidade quanto os direitos das pessoas em situação de rua e a legislação vigente, a prefeitura, por meio da secretaria de assistência e desenvolvimento social, vem ampliando a mobilização para construir respostas responsáveis e efetivas diante dessa realidade descrita pelo(a) leitor(a) GP. Nesse sentido, estão sendo realizadas reuniões com representantes da Ascipam e da Guarda Civil Municipal (GCM), para discutir alternativas e planejar ações. No último dia 26, essa articulação ganhou um novo passo com a realização da 1ª reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial sobre Pessoas em Situação de Rua. O encontro reuniu representantes de diferentes setores e instituições, entre eles as secretarias de assistência social, saúde e agronegócio, Procuradoria Geral do Município, Ministério Público, câmara municipal, Defensoria Pública, PM, GCM e Ascipam. Durante a reunião, foram discutidas estratégias conjuntas e planejadas as primeiras ações que inclui a realização de uma campanha publicitária educativa. Paralelamente, a secretaria de assistência social informou que o Centro Pop mantém a realização de abordagens sociais a moradores em situação de rua, de segunda a sexta-feira. O serviço oferece atendimento social, alimentação, acesso a banho e lavagem de roupas, além de orientações sobre direitos e encaminhamentos para a rede pública. Quando são identificadas situações que demandam atuação de outros órgãos, como ocorrências que possam configurar infrações ou crimes, os encaminhamentos são realizados conforme as atribuições legais de cada instituição. A pasta esclareceu ainda que o enfrentamento dessa realidade não é responsabilidade exclusiva desse centro e tampouco se resolve apenas com a retirada de pessoas dos espaços públicos. Trata-se de uma questão que exige continuidade, planejamento, integração entre as políticas públicas e corresponsabilidade institucional,” explica a assessoria.
“Está ficando cada vez mais difícil ignorar a quantidade de pessoas em situação de rua em Pará de Minas. Todo mundo está falando, mas nem todos têm coragem de falar abertamente sobre o que estão vendo, diariamente, nas ruas e praças. A impressão que tenho é que o problema está aumentando, sem que aconteça uma solução. O que mais chama a minha atenção é a presença de barracas montadas em espaços públicos, além de situações em que essas pessoas fazem churrasco nas ruas, consomem bebidas alcoólicas, tomam banho em locais públicos e chegam a circular nus. Isso, sem falar nos lixos que espalham por toda a cidade, ao procurar restos nos sacos colocados na rua para serem coletados. Como se não bastasse, ainda abordam quem passa por eles, pedindo dinheiro. Quando não ganham, fazem comentários negativos, provocando constrangimento e medo na gente. Nunca vi a cidade em uma situação assim, antes! Sei que por trás de cada uma dessas pessoas existe uma história de muito sofrimento. Entretanto, não posso ignorar os problemas enfrentados por todos nós, moradores, comerciantes, trabalhadores e famílias que circulam pelos mesmos espaços que eles. A população tem o direito de ir e vir, sem passar por situações constrangedoras ou sentir medo. Diante disso, gostaria de saber se alguma autoridade está tomando alguma atitude, para enfrentar essa grave situação. O município tem oferecido acolhimento, tratamento médico e psicológico, quando necessário, bem como oportunidades de emprego, para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas?”