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13/02/2020 - PROJETO DE LEI CONTRA FOGOS DE ARTÍFICIO E COLÔNIA DE GATOS

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No dia 4 de fevereiro, 3ª feira, representantes da sociedade civil, Protetores de Animais, da prefeitura e alguns vereadores se reuniram no plenarinho da câmara para tratar do crescente e assustador aumento de gatos na cidade. Discutiram também a possibilidade da criação de uma lei proibindo fogos de artifícios no município, por incomodar bebês, idosos, doentes, portadores de deficiência e animais. Interessante que, no último dia 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, a reportagem GP já havia percebido que foram poucos os fogos de artifício estourados na cidade. Sinal do crescimento de uma consciência maior da população. Sobre a lei, a GAZETA conversou com o representanteda sociedade civil, empresário Daniel de Almeida Gomes. Veja.

“Uma das nossas reivindicações é proibir o comércio de fogos de artifício na cidade. Viemos, conversamos com os vereadores, apresentamos a eles a extrema necessidade de proibir essa venda, não de fogos de artifício em geral, mas sim fogos de artifício com barulho. Mas não reivindicamos apenas por essas pessoas doentes e animais, pois tem também pessoas que não gostam e se sentem incomodadas. Eu acredito que será aprovado esse projeto, até porque já está tramitando uma lei federal para nos ajudar com isso,” espera Daniel.

IDEIA VELHA - A reportagem GP conversou também com o vereador Daniel Melo. Veja.

“Fizemos uma reunião sobre esse projeto, em 2017, quando eu pedi para o vereador Toninho Gladstone a assiná-lo comigo, mas na tramitação, dentro da câmara, os outros vereadores falaram que esse projeto era inviável, pois causaria desemprego. Como eu e o Toninho éramos recém chegados na legislatura, retiramos o projeto, que está no arquivo. Agora, a sociedade está questionando também. Então, pegaremos todo o material que a sociedade trouxe pra gente e vamos desengavetar o projeto, incorporando um projeto melhor, para ver agora ele será aprovado,” deseja Daniel.

MATAR E ABANDONAR É CRIME - Para falar sobre o aumento da população de gatos, a reportagem GP conversou também com Wander da Silva Rodrigues, diretor de controle em saúde. Acompanhe.

“O que estamos tomando como providência de imediato é a contratação de um veterinário, uma vez que o que a gente tem, efetivamente, pegou um atestado de 90 dias. O prefeito e o secretário já autorizaram a contratação, mas ainda ele ainda se encontra em processo de exame. Então não adianta eu recolher esses animais, colocar no CCZ – Centro de Controle de Zoonoses e deixá-los, até porque ali, com o tempo, eles adoecem e até morrem. Peço que as ONGs nos ajudem com um destino desses animais, pois eles não podem ficar no zoonoses. O que a lei me determina fazer eu vou fazendo, que é pegar, castrar, chipar e soltar de novo, no mesmo local, onde eu os capturei. A população também tem que ter consciência de que, a partir do momento que você tem um animal, tem que ter responsabilidade sobre elee se não quer mais o animal ou não tem como tratar, não o solte na rua, para depois culpar a prefeitura e o CCZ. Eu não vou voltar com aquele CCZ antigo, que era um matadouro. Isso eu não vou fazer, pois é uma vida e é crime matar. Vale lembrar que soltar animais na rua também é crime,” frisa Wander.

COLÔNIAS DEMAIS - Finalizando, o vereador Daniel Melo disse que, segundo levantamento feito, infelizmente, existem hoje cerca de 240 colônias de gatos na cidade. Só naquele que fica próximo da escola de artes, foram colocados 12 e hoje já são 83 e que isso tem de acabar.

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