Selo GP - Rodrigo Roreli Laço
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ANO 38 - Nº 1917
Pará de Minas 13/05/2022


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252ª MOSTRA GP: GRAFITE

 Convidado para expor seus trabalhos na 252ª Mostra GP, nos meses de janeiro e fevereiro, o autônomo FBP, 28, reconhecido por seu personagem Cara de Sacola, topou conceder esta entrevista à reportagem GP, desde que seu nome e foto não fossem mostrados. Assim, ele contou um pouco de como o grafite surgiu em sua vida e como ele criou esse personagem. Confira.
“O Cara de Sacola na verdade não é ele, não é ela, não é um ser humano e não é um objeto. Enfim, é qualquer coisa que uma pessoa quiser que seja. Tem o formato de uma sacola, mas se, por exemplo, você colocar quatro rodas debaixo dele, ele vira um carro. Eu o criei justamente para poder intervir em qualquer tipo de situação que eu quiser colocá-lo na rua. O grafite é uma arte urbana, feita na rua para as pessoas que andam e transitam na questão urbana. Sobre o Cara de Sacola, ele foi criado há, mais ou menos, dois anos, justamente quando eu grafitava (escondido) nas ruas. Posso levá-lo para qualquer lugar. Faço grafite por uma questão de hobby. Pará de Minas está tendo um desenvolvimento muito grande e o meu crescimento no grafite veio junto com o desenvolvimento da cidade,” informa FBP.

COMO TUDO COMEÇOU? - “Eu conheci o grafite quando eu tinha por volta de treze anos, através de um grafiteiro aqui de Pará de Minas, que hoje não grafita mais. Em 2014/15, foi a primeira vez que fui pra rua grafitar. O Cara de Sacola foi o meu primeiro grafite na rua. Eu grafito também letras, frases, paisagens, bichos... o que tiver na minha cabeça, juntamente com o personagem. Hoje em dia, também faço trabalhos em casa, para as pessoas que me procuram. Além do grafite, faço outros tipos de arte, usando pincéis e telas. Todas as telas que faço são para mim mesmo e, cada uma tem uma sequência de tempo e inspiração. As telas que eu trouxe para serem expostas aqui, na mostra da GAZETA, por exemplo, foram inspiradas em um documentário chamado Cidades Cinzas. Por isso, elas estão chapadas de cinza, justamente para mostrar o cotidiano urbano. Nelas, os únicos lugares que têm cores são os grafites e as intervenções urbanas. Um dia, posso até fazer telas sob encomenda para vender, mas têm de me inspirar, pois tela é algo pessoal, que se carrega de um lugar para outro. Algo bem pessoal...”

DE ONDE VEM A INSPIRAÇÃO? - “Tenho várias inspirações, é uma questão de momento. Em cada época, tenho acompanhado um grafiteiro diferente. Acompanho bastante o trabalho de Os Gêmeos, que hoje estão em alta no Brasil. Gosto também do Zezão, Crânio, Rafael Sliks, dentre outros, alguns internacionais. A maioria das pessoas gostam dos meus grafites, mas não são todos. Já escutei xingos, já escutei elogios,  já fui expulso de um lugar, já fui convidado para grafitar. Então, são elogios e críticas, mas a maioria faz elogios. Minha intenção é focar bastante nos grafites em Pará de Minas, divulgar os meus trabalhos e depois ver o que acontece.”

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