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Ano 42 - Nº 2143
09 de Outubro de 2026
O Museu Histórico abriu suas portas ao público, na noite da última quinta-feira, 24, para um gênero musical que ocupa destaque na memória cultural de Pará de Minas. O projeto Quinta no Museu apresentou o músico e escritor Júlio Saldanha, interpretando os clássicos da seresta mineira e composições de autores da cidade como padre Hugo, Jaime Bechtlufft e Jackson Campos para homenagear o aniversário de Pará de Minas. A apresentação ainda contou com a participação de violonistas e da Orquestra de Violões Anita Salles, numa noite que uniu a música e a emoção à preservação histórica e à diversidade cultural do município. A reportagem GP conversou com o músico e escritor Júlio Saldanha. Confira.
“Para essa edição do Quinta no Museu, foi preparado um repertório realmente de serestas, selecionado exclusivamente para a apresentação. Foram escolhidas músicas clássicas do repertório da seresta mineira e também da seresta pará-minense, aproveitando a oportunidade do aniversário da cidade. O diferencial foi justamente apresentar músicas conhecidas do público pará-minense, mas que são composições de pessoas da própria cidade. O show teve momentos intimistas, com voz e violão, além de participações especiais de violonistas e da Orquestra de Violões, que me acompanhou em alguns momentos da apresentação. A seresta, tradição genuinamente brasileira surgida no século XVIII, no Rio de Janeiro, ganhou forte presença em Minas Gerais, especialmente em cidades históricas como Diamantina/MG, Ouro Preto/MG, Montes Claros/MG e São João Del-Rei/MG. O museu histórico reuniu o público em torno de um repertório composto por músicas conhecidas e marcantes, que fazem parte da memória e da tradição da seresta,” comemora Júlio.
FILA DE ESPERA - A reportagem GP conversou também com o diretor do museu histórico, Alaércio Delfino.
“O Quinta no Museu é um projeto já consolidado, onde a gente tem fila de espera de cantores e artistas que querem se apresentar aqui. A gente já tem programação até o meio do ano que vem, porque o Quinta no Museu abre as portas para todo tipo de música, tanto que esse mês de setembro a gente teve duas edições do evento, no dia 17, com Rock in Roll, e agora, com seresta. E assim, a gente mostra que Pará de Minas é muito cultura, música e diversificação no estilo musical. Isso é o que o Quinta do Museu faz: trazer os artistas para dentro do museu, para mostrar a sua arte, cultura e história juntas,” define Alaércio.
O músico e escritor Júlio Saldanha, o diretor do museu histórico, Alaércio Delfino e a Orquestra de Violões Anita Salles: “O show teve momentos intimistas, com voz e violão, além de participações especiais de violonistas e da Orquestra de Violões, que me acompanhou em alguns momentos da apresentação”