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desde 1984
Ano 42 - Nº 2106
22 de Janeiro de 2026
* VOCÊ ENCONTRA A GAZETA NAS SEGUINTES PADARIAS: BARIRI (São José), CAFÉ COM LEITE (São Luiz) e FRANÇA (rua Direita); * MERCEARIA DONA BENTA (São José) * NAS BANCAS: FELIPE (em frente à EE Governador Valadares); FRANCISCO (em frente ao Santander); LEONARDO (praça das “bolas”) * E POSTO STOP SHOP (avenida Ovídio de Abreu).
Veja também outras queixas da edição anterior abaixo.
PRODUTO VENCIDO À VENDA E NEGATIVA DA LOJA?
“No dia 3 de janeiro fui a um supermercado atacadista da cidade realizar a minha compra do mês, como faço, frequentemente. Ao chegar na seção de laticínios, encontrei um requeijão em promoção e resolvi pegar duas unidades. Porém, ao verificar as datas de vencimento percebi que uma delas já estava vencida há mais de 20 dias! Peguei essa unidade vencida, além de duas outras, com datas boas para consumo, e fui para o caixa. Ao pedir para realizar a Lei da Gratuidade naquele produto, a gerente alegou que naquela rede não participa desse programa. Diante desse absurdo em uma rede tão grande como aquela, 2 dias depois, procurei por meus direitos no Procon local, não pela unidade que custa apenas R$ 12,98, mas pela postura dessa empresa. Afinal, os supermercados de Pará de Minas sempre agem com respeito ao consumidor(a). Por que eles não?”
NOTA DA REDAÇÃO - * Procurada pela reportagem GP, veja o que disse o Serviço de Atendimento ao Consumidor (Sac) do Mart Minas.
“Olá, pedimos desculpas pelo transtorno ocorrido e agradecemos por nos informar sobre a situação. Esclarecemos que, atualmente, o Mart Minas não participa do programa De Olho na Validade. Trata-se de um Projeto de Lei (PL) de adesão facultativa; ou seja, não obrigatória, ficando a critério dos estabelecimentos a participação. Ainda assim, reforçamos nosso compromisso com a qualidade e a segurança dos produtos disponibilizados aos nossos clientes. Situações envolvendo produtos fora do prazo de validade não refletem nossos padrões e, quando identificadas, são tratadas com a devida atenção. Informamos que foi aberto um protocolo e a ocorrência já foi encaminhada ao Comitê do Cliente, que realizará as devidas tratativas internas, para apuração e providências. Lamentamos o ocorrido e seguimos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais. Agradecemos o contato da GAZETA e a oportunidade de melhoria,” agradece o Mart Minas.
DEFESA DOS ANIMAIS VALE APENAS PARA CÃES E GATOS?
“Muito se fala em defesa dos animais. Há até vereadora na cidade que se diz agente da causa, mas acho estranho uma certa seletividade. Por que só cães e gatos? Os pássaros aprisionados em Pará de Minas, o que é considerado maus-tratos, levando-se em conta a natureza das aves, ultrapassa - e muito - o número de cães/gatos de rua ou em maus-tratos. A causa animal, considerando que ninguém nunca citou essa crueldade legal dos pássaros dá tom de ser mais palanque eleitoreiro do que preocupação com os animais. Abaixo, segue um poeminha que escrevi, sob a ótica de nossos irmãos alados, intitulado Triteza de um Bem-Te-Vi.”
Vejo tudo em preto e branco. / Tudo reto, tudo cansa. / Tudo teto. / Todo o teto, todo dia. / Tudo agonia. Todo o piso é preto e branco. / Nem me vi um passarinho. / Vi viveiro, vi semente. Vivo anseio. / Vim cabreiro e vi grão. Vi prisão. / Bem-te-vi fora do ninho. / A maldade é que me amola. / Nunca canto! Conto pios, acalanto. / Pranto nunca! Quanto à morte, conto sorte. / Crueldade é ter gaiola!
NOTAS DA REDAÇÃO - * Procurada pela reportagem GP, veja o que disse a vereadora Camila Mão Amiga.
“A causa animal não pode ser seletiva e tampouco pode normalizar práticas que causam sofrimento, ainda que sejam legalizadas. A comercialização e o engaiolamento de aves merecem, sim, reflexão crítica, fiscalização rigorosa e debate público responsável. O fato de algo estar previsto em lei não o torna automaticamente ético, nem imune à revisões. Reconhecer essa realidade não diminui a urgência dos casos envolvendo cães e gatos em situação de rua, que hoje concentram índices alarmantes de abandono, maus-tratos, reprodução descontrolada e impacto direto na saúde pública. Por isso, as ações do poder público precisam ser estratégicas: atender emergências imediatas, sem perder de vista a evolução das políticas de proteção animal como um todo. Defender os animais não é disputar protagonismo, nem escolher quais vidas importam mais. É assumir a responsabilidade de agir onde há sofrimento evidente e possibilidade concreta de intervenção, ao mesmo tempo em que se enfrenta, com coragem, práticas historicamente naturalizadas e eticamente questionáveis. Sigo firme no meu mandato, com responsabilidade e abertura à crítica, porque o debate qualificado fortalece as políticas públicas. Meu gabinete está aberto para quem quiser contribuir de forma séria e construtiva. Será um prazer construirmos, juntos, caminhos que ampliem a proteção e o bem-estar animal, em todas as suas formas,” diz Camila.
* Procurada também pela reportagem GP, veja o que disse a Assessoria de Imprensa da Prefeitura.
A prefeitura, por meio da secretaria de agronegócio, desenvolvimento rural e meio ambiente, reafirma seu compromisso com a proteção da vida animal em todas as suas formas. Ao longo de 2025 e neste início de 2026, o município tem intensificado as ações de manejo e cuidado, não apenas com animais domésticos, mas também com a fauna nativa (silvestre) e exótica. Sabemos que a causa animal é ampla. Por isso, o trabalho da secretaria vai muito além de cães e gatos. Nossas equipes atuam, diariamente, no resgate, manejo e encaminhamento de aves e outros animais silvestres que são encontrados em situação de risco, feridos ou em locais inadequados (foram enviadas fotos de passarinho, coruja e cavalos). Como a proteção da fauna silvestre envolve leis específicas, a prefeitura atua em total sintonia com órgãos estaduais e federais. Esse fluxo garante que pássaros e outros animais resgatados nesta cidade recebam o destino correto, priorizando sempre a reabilitação e o retorno ao seu habitat natural. O objetivo da gestão municipal é garantir que a biodiversidade da nossa região seja respeitada. Seja na zona rural ou urbana, o foco é o bem-estar animal e o cumprimento das normas ambientais, tratando com seriedade o cuidado com os pássaros e demais espécies que compõem a nossa riqueza natural. A secretaria de meio ambiente segue à disposição da comunidade para orientações e suporte técnico, trabalhando para que Pará de Minas seja referência no respeito à natureza,” argumenta a assessoria.
Entre outras queixas dos leitores GP leia: PLACA DE FISCALIZAÇÃO DE CABEÇA PRA BAIXO?