Selo GP ANO 37 - Nº 1861
Pará de Minas 08/04/2021
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e
imparcialidade,
desde 84
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GENTE PENSANTE 


25/02/2021 | Colunista
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<p><b>GENTE PENSANTE </b></p><br></p>

VEJA NA EDIÇÃO 1855: NAS BANCAS DE 26/02 A 04/03. DEPOIS, SÓ NA GAZETA. Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1854 abaixo:

QUEM ESTARIA MAIS PERTO DO AMOR? QUEM NUNCA BRIGA OU QUEM SEMPRE BRIGA?

No velho casarão de caiadas paredes de adobe e grandes janelas verdes, os parentes foram chegando. Na verdade, eram filhos já casados que estavam se encontrando, depois de longo tempo sem fazerem contatos semanais, como antigamente. Todos usando máscaras, até os pequeninos, e se cotovelando na chegada, sem abraços, mas não sem reclamar:

- Nossa, que m _ _ _ _ dessa pandemia! Será que isso não terá mais fim?

A mãe aniversariante, que estava completando exatos 100 anos naquele dia, olhou para todos e, ao invés de responder a indagação de um dos 12 filhos, lançou outra pergunta:

- Nem nos meus piores pensamentos eu imaginei que, um dia, a gente passaria por isso! Vai ter solução não, vai?

Daí a pouco, todos os filhos já estavam sem as máscaras, sentados na enorme mesa com 2 bancos com encostos e não menos gigantes. Era como se, passado aquele momento da chegada, o coronavírus não pegasse mais ninguém. Acima da grande mesa e daquela barulheira sem fim - de vozes e talheres - estavam assistindo a tudo as lâmpadas elétricas amareladas, penduradas no teto de bambu trançado por um fio branco coberto de fezes de mosquitos.  Um pouco acima da lâmpada havia uma pequena orelha de duro plástico marrom que, quando girada, fazia a luz acender. Mas a luminosidade era tão fraca, mas tão fraca que lembrava mais um tomate maduro. Isso, porque a luz rural ainda não havia chegado àquele grotão, rodeado de mata virgem e exuberantes cachoeiras. Na mesa, um dos filhos vangloriava o seu casamento de quase 50 anos:

- Eu e a fulana estamos casados há mais de 49 anos e nunca tivemos uma única briga sequer!

A irmã mais nova falou o oposto:

- Estou casada há menos de 10 anos e acho difícil demais passarmos uma semana sem termos algum atrito, por causa dos nossos pontos de vistas tão diferentes!

Nessa hora, falou o filho intermediário, que na verdade era um médico psiquiatra:

- Pois é, somos casais diferentes, um dos outros e todo amor vale a pena! Porém, acho que um casal que nunca briga, e não me levem a mal, anda guardando dentro de si sentimentos escondidos. E, talvez, tenha sido a maneira encontrada para não magoarem um ao outro, mantendo a distância, não só afetiva, mas também física...

E você, acha que há um meio termo feliz entre um casal que nunca briga e outro que briga demais? Uma boa leitura!


O editor GP escreve mais uma crônica: Os eternos conflitos entre pais e seus filhos adolescentes


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