Selo GP ANO 37 - Nº 1861
Pará de Minas 08/04/2021
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e
imparcialidade,
desde 84
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GENTE PENSANTE 


18/02/2021 | Colunista
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<p><b>GENTE PENSANTE </b></p><br></p>

VEJA NA EDIÇÃO 1854: NAS BANCAS DE 19/02 A 25/02. DEPOIS, SÓ NA GAZETA. Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1853 abaixo: 

O QUE HAVERÁ DEPOIS DESTA VIDA, NO PLANETA TERRA?

- Às vezes, a vida nos apresenta situações totalmente pelo viés, quando, por exemplo, você está em um lugar, onde espera ver e ouvir algo, mas ouve exatamente o oposto.

Foi assim que o conceituado palestrante indígena começou a sua palestra no auditório lotado da conceituada faculdade, dias antes do início da pandemia. Ao ouvir aquilo, o moço esbelto com coque no alto da cabeça cochichou para a colega sentada ao seu lado e vestida com cores fortes e variadas, que remetiam à sua origem africana:

- Sabia que ele perdeu o filho de 18 anos, em situação exatamente assim, pelo viés?

- Como assim?

- Era aniversário do garoto, que ganhou uma moto dos pais. Em sua 1ª volta, ele deu uma batida forte, em não sei em quê, e morreu na hora!

- Que horror! Coitado! Mas vamos ouvir agora o que ele está dizendo? Será que vai falar disso?

Lá no palco, a imagem distante do palestrante era aumentada por 2 possantes telões. Ele falava:

- Agora, há pouco, ali na lanchonete do Centro de Estudo, enquanto eu comia algo, ouvi a moçada conversando, em variadas rodinhas, vi também o viés desta vida. Esperava ouvir, naturalmente, por ser aqui um campo fértil de educação e cultura, coisas dignificantes, diante de todo o aprendizado que derramam nas cabeças de vocês, todos os dia. Mas não - e me desculpem vocês - mas só ouvi coisas fúteis. Por outro lado, outro dia, no Centro da cidade, parei o carro em um estacionamento, onde um rapaz, jovem como vocês, estava lendo um livro. Vejam bem: não era o que eu esperava ver ali, vindo de um garoto que trabalha em um lugar, onde nem precisa usar muito a inteligência. Afinal, é só anotar a hora que o carro chegou, diminuir da hora que vai sair e cobrar o preço pelo estacionamento. Achei tão curioso vê-lo lendo ali, que perguntei sobre o tema do livro. Ele me disse que era sobre Teologia da Libertação e me fez vários questionamentos:

- É justo as pessoas viverem a vida toda só pensando na expectativa de, um dia, alcançar o Céu, sem dar, aqui na Terra, muita importância às realizações terrenas e, principalmente, ao bem-estar do próximo? Será que a Terra é, na verdade, só uma passagem, como se fosse um Purgatório? Será, então, que o nosso verdadeiro lar seria aquele que nos espera, após a morte? Mas se o céu é isso tudo que pregam as religiões, melhor morrer logo, não é? Mas ninguém, ninguém mesmo, quer morrer. Então, fico pensando que, no  fundo, no fundo, ninguém acredita, de verdade, na vida eterna. Repare como até os pregadores de Cristo cuidam, com tanto afinco, de suas saúdes... Nem eles querem morrer...

E você, tem a certeza cega de que há outra vida, após a morte? Uma boa leitura!


O editor GP escreve mais uma crônica: Quem estaria mais perto do amor? Quem nunca briga ou quem sempre briga?


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