Selo GP ANO 37 - Nº 1861
Pará de Minas 08/04/2021
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e
imparcialidade,
desde 84
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GENTE PENSANTE

26/11/2020 | Colunista
GENTE PENSANTE O editor GP escreve mais uma crônica: A live GP com os 7 candidatos a prefeito, vista do outro lado do mundo

VEJA NA EDIÇÃO 1843: NAS BANCAS DE 27/11 A 03/12. DEPOIS, SÓ NA GAZETA. Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1842 abaixo: 

E QUANDO OS FILHOS ACHAM QUE PODEM DIRIGIR AS VIDAS DOS PAIS?

A mulher viúva e conservada, apesar dos 69 anos de idade, estava vivendo algo que nunca esperava experimentar, nem na casa dos pais, nem nos 35 anos de vida conjugal: a liberdade! Sem amarras, há pouco mais de 2 ou 3 anos, já com os filhos voando com suas próprias asas, ela, de repente, ficou sozinha, em sua espaçosa casa. Convites de amigas - separadas, solteiras e viúvas - não faltavam, para viajarem juntas, por meio de variadas excursões. Porém, ela sempre foi arredia a esse tipo de programa, por achar que ele limita a escolha pessoal de, por exemplo, estar em um lugar maravilhoso, querer ficar um pouco mais, mas ter de partir, porque quem comanda a excursão exige que só poderia nesse ou em outro lugar por um tempo específico. Assim, começou a fazer viagens sozinha, sentindo-se livre, para conversar, beber e degustar com quem bem quisesse. Até ali, na verdade, nunca tinha sido tão plenamente feliz, como agora. Felicidade, porém – todos sabem - incomoda a muita gente e esse desconforto acabou chegando onde ela menos esperava: nos filhos. Um a um, com o apoio de suas esposas e maridos, eles começaram a fazer sutis cobranças, como:

- A senhora foi mesmo sozinha, nessa viagem?

Se ela dava um sim como resposta, surgia outro questionamento:

- Uai, mas quem tirou essa ou aquela foto?

Aqueles constantes questionamentos acabaram diminuindo o grau de felicidade da conservada viúva. Como ela não queria se indispor com os próprios filhos, decidiu silenciar-se, mudando de assunto, quando as incômodas perguntas surgiam. Um dia, o filho que tinha a língua mais solta disse a ela, em tom de brincadeira:

- Sei que a senhora está viajando acompanhada e, veja bem, nem estou perguntando, estou afirmando. Portanto, não precisa negar. Por cima de mim não, né, bebé?

Aquela mãe, sentiu-se agredida, pensou um pouco, e, depois, disse:

- Quando você era adolescente e começou a sair para as baladas da night, me comunicava que iria sair e saía. Agora, quer fazer comigo o contrário do que eu lhe ensinei? Está querendo que eu peça permissão a você para fazer as minhas viagens? Por cima de mim digo eu, bebé, mamar na gata você não quer, né?

E você, já viu ou viveu essa tentativa de inversão de comando entre pais e filhos? Uma boa leitura!

* Muitíssimo obrigado aos assinantes, aqui citados em ordem alfabética, pelas carinhosas mensagens publicadas na edição anterior (1ª do Ano 37): Ana Campos, Adalberto e Ângela Campos, Carlos Roberto de Brito e Maria Goreti Viana, Dr. João Marcus e Rosana, deputado federal Eduardo Barbosa, família Grassi Melo Franco, Fernando Marinho e Heloisa Gontijo, Eunice Silveira e equipe da Massima Contabilidade, Paulo Melo Franco, Raisa Lage, Renata Clara, Rení Naves, Sônia Naime, Equipe TVI, Umbelina Felicidade de Mello e Virgínia Capanema. Vocês me pegaram de surpresa e eu me emocionei... Faremos de tudo para não decepcioná-los, nos próximos 12 meses.

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