Selo GP ANO 37 - Nº 1861
Pará de Minas 08/04/2021
Fundação:
Francisco Gabriel Bié Barbosa
Alcance, credibilidade e
imparcialidade,
desde 84
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GENTE PENSANTE

12/11/2020 | Colunista
GENTE PENSANTE O editor GP escreve mais uma crônica: O que importam os sacrifícios constantemente feitos, em nome do amor?

VEJA NA EDIÇÃO 1841: NAS BANCAS DE 13/11 A 19/11. DEPOIS, SÓ NA GAZETA. Veja também a crônica deste mesmo colunista da edição 1840 abaixo: 

AS ELEIÇÕES QUE SE APROXIMAM E O DESENQUADRAMENTO ENTRE PAIS E FILHOS

Naquele centenário casarão de grandes janelas e portas azuis as visitas só podiam sentar-se nas pesadas cadeiras a elas designadas. E o mesmo acontecia com todos os membros daquela família. Cada um tinha o seu lugar à mesa. O pai sentava-se em uma das pontas da enorme mesa e ninguém assentava-se do lado oposto ao chefe da família. A mãe sentava-se sempre no meio da lateral direita, para facilitar servir o que cada um queria ter no seu prato. Naquele sábado, o filho mais velho, que já cursava curso superior na capital, chegou com um amigo para o almoço, sem ter pedido permissão ao pai. Vindo de outra família, foi informal como era em sua casa, ao dizer:

- Estou impressionado com a quantidade de candidatos a prefeito nesta cidade. Pelo visto, desta vez ninguém aceitou fazer coligações por aqui (riso).

O pai, que não gostava nem um pouco de conversa, na hora das refeições, deu um pigarro. O filho universitário, percebendo o mal estar, saiu em socorro ao amigo, dizendo:

- Verdade. E o pior de tudo é que alguns não têm a menor competência para assumir o Executivo da cidade.

Uma filha também falou: 

- A minha professora disse que é impressionante ter tantos candidatos e todos homens. Nenhuma mulher, ainda que fosse no cargo de candidata a vice-prefeita. Ela acha que uma mulher competente mudaria, para sempre, os rumos desta cidade.

Outras falas surgiram apontando não as qualidades, mas as principais falhas de cada candidato. O pai continuou em silêncio, mas na hora da sobremesa, perguntou, de forma agressiva, para o amigo do filho:

- Espero que você tenha gostado da refeição, mas esse falatório todo, na hora do almoço, não costuma acontecer nesta casa. Como dizia minha mãe, a hora do almoço é sagrada!

O descontraído rapaz respondeu com uma outra pergunta:

- Nunca falam? O senhor está brincando? Jura?

O anfitrião aumentou a sua costumeira agressividade:

- Rapaz, o que os seus pais acham deste seu jeito meio efeminado?

- Sinceramente, não sei... mas eu, pessoalmente, não admiro ver uma pessoa qualquer passar a vida inteira fingindo ser aquilo que não é! Mas não é fácil, o senhor está certo. Acha que eu não queria ser orgulho do meu pai, como o senhor tem de seu filho? Daqui a pouco, ele estará dando continuidade a tudo que o senhor construiu... O meu pai também fez patrimônio, mas eu não tenho a menor aptidão para dar continuidade a nada do que ele construiu... Aliás, nem combinar com ele eu combino direito...

E você, como está vendo as eleições que se aproximam? E o que pensa sobre o sofrimento de filhos desenquadrados de seus pais? Uma boa leitura!

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