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ANO 38 - Nº 1930
Pará de Minas 12/08/2022


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CALOTES DE 800 A 3.600 REAIS EM 50 EMPRESÁRIOS LOCAIS

O hábito das empresas em quitar boa parte das despesas com boletos está facilitando a vida dos estelionatários. Aproveitando a popularidade desse meio de pagamento, cada vez mais, eles estão enviando guias falsas aos consumidores. Os golpes têm acontecido frequentemente no país e Pará de Minas não escapa desses prejuízos. De 2019 até agora, segundo levantamento feito junto às empresas lesadas e aos boletins de ocorrência, cerca de 50 empresários locais foram lesados. Felizmente, na maioria dos casos, os prejuízos foram inferiores a R$ 800,00. Mas em outras situações já houve calote nos boletos falsos de até R$ 3.500,00 e quando a empresa percebe o golpe já é tarde demais. Nos últimos dias, a Ascipam tem sido consultada por associados que receberam boletos falsos de diversas origens, em suas empresas. A recomendação dos especialistas é para que todos analisem bem o boleto recebido, seja por email ou pelos Correios. * E a inspeção deve começar pelo código do boleto bancário. Por trás daquele amontoado de números há uma lógica muito específica. Os 3 primeiros dígitos, por exemplo, indicam qual a instituição financeira ou o banco responsável pela cobrança, no mesmo padrão utilizado para transferências bancárias. * Em seguida, confira também o restante do código para checar a veracidade da cobrança. Os dígitos verificadores são uma espécie de algoritmo que calcula se o código é verdadeiro. * Importante ressaltar também que, mesmo que o código de barras pareça legítimo, é fundamental checar as informações mais básicas, antes de fazer o pagamento. Para começar, verifique os dados da fonte emissora: quem enviou o boleto, a quem está destinado o pagamento, de onde vem, etc.. * Vale ainda destacar que geralmente os boletos indicam a razão social da instituição e não o nome fantasia. Já os boletos falsos podem vir em nome da própria empresa. E * se as dúvidas persistirem, após a checagem, recorra a profissionais da área contábil, ao Procon ou mesmo à entidade de classe à qual sua empresa está filiada, como a Ascipam.

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