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Violência contra a mulher

02/05/2019 | Eventos GP
Violência contra a mulher

O GP Jornal realizou no último dia 25, quinta-feira, o 229° Grande Papo, primeiro do ano, na EE Fernando Otávio, com o tema escolhido pela própria escola: Violência Contra a Mulher. Os debatedores convidados pela produção desse tradicional evento cultural foram o advogado Otávio Nilton e a psicóloga Marina Saraiva. A animação musical ficou por conta do cantor Leo Faria, que cantou música gospel com letras alusivas ao polêmico tema. Durante o debate, a atenta plateia enviou perguntas inteligentes aos debatedores, por meio da Garota Phytness 2019, Karolaine Pacheco. Após o evento, houve o sempre esperado Ganha Prêmio, com brindes da COGRAN, PLENA ALIMENTOS e da própria GAZETA. Em seguida, a reportagem GP conversou com os debatedores, começando com o advogado Otávio Nilton. Veja.

“Eu, como advogado militante da área, sei falar que estou indo às duas frentes, tanto da vítima, quanto do agressor, que é o réu no processo. Posso garantir, então, que é uma questão muito enraizada na sociedade, mas estamos evoluindo, passo a passo, porque hoje existe a Lei de Feminicídio, promulgada em 2015 pela ex-presidente Dilma. Temos também a Lei Maria da Penha, que é muita eficaz e vem combatendo muito esse tipo de violência, não só física, mas psicológica, moral e até mesmo patrimonial. Ela tem uma efetividade muito ampla e a aplicabilidade dela pode ser tanto pela polícia, quanto pelo juiz, em quarenta e oito horas, após receber o inquérito. Existe um resultado pelo Ipea – Instituto de Pesquisas e Estatísticas Aplicadas de que depois de criada a lei Maria da Penha houve em torno de dez por cento da redução de homicídios em faces das vítimas de violência doméstica. A diferença entre a lei Maria da Penha e a do Feminicídio é que a primeira vem tipificar a conduta de uma agressão contra a mulher, que hoje prevê pena de três meses a três anos de cadeia. Já o Feminicídio torna hediondo o crime praticado dolosamente contra a mulher. Então, houve uma majoração da pena, que, inicialmente, tem de se cumprir em regime fechado,” explica o advogado Otávio.

RELAÇÕES DOENTES - A reportagem GP conversou também com a psicóloga Marina Saraiva. Confira.

“Todos nós somos seres extremamente violentos, alguns violentos fisicamente e outros psiquicamente e quando se fala em violência, existem vários fatores que vão influenciar: * os modelos mentais que a gente tem na casa da gente; * em que tipo de dinâmica familiar eu fui criado?; * meus pais, avós e bisavós eram violentos, agressivos?; * Eu tenho me tornado uma pessoa agressiva? * que tipo de situação me deixa agressivo?; e * Quando eu fico raivoso? Enfim, todos nós temos uma energia dentro da gente, onde existe uma certa porção de agressividade também. Portanto, eu preciso desenvolver algumas habilidades, algumas técnicas, alguns modelos de pensamentos, para inibir esses sentimentos negativos, esse comportamento violento. E existem tratamentos que vão nos tornando cada dia mais saudáveis. Quando falamos de violência, precisamos, antes de tudo, distanciar o ser que agride do ser que aceita a agressão, porque senão a agressão só vai aumentando, tomando uma proporção que pode ser fatal. Às vezes, no trabalho, alguém me trata mal e, quando eu chego em casa, desconto aquilo no meu marido, na minha esposa, no meu filho, no meu pai, na minha mãe. Isso, porque a gente maltrata, na verdade, as pessoas que a gente tem certeza do amor delas. Quando eu tenho certeza do amor delas, eu penso que não preciso mais cultivar esse amor e passo a maltratá-las. Esse é o perigo que acontece, quando as relações vão adoecendo,” adverte Marina.

PRODUÇÃO PRÓPRIA - A reportagem GP conversou ainda com o cantor Leo Faria. Acompanhe.

“Eu comecei a cantar há muitos anos, quando era bem pequeno, só para brincar. Não tinha isso como profissão. Atualmente, canto como hobby, querendo levar alguma mensagem para as pessoas, por meio da música, pois ela as influencia. Costumo me apresentar em eventos cristãos e igrejas, mas pretendo, no futuro, produzir as minhas próprias músicas, pois já tenho algumas composições,” conta Leo.




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