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16/08/2018 - MANSUR F.METZKER, 86

Observando a insdiscutível evolução da mulher na sociedade e a eleição da Mãe pará-minense na cidade, pelo Rotary Club, a Gazeta pará-minense, em 2003, passou a eleger também o Pai pará-minense do ano, através de emocionantes matérias de 1ª página, na última semana anterior á comemoração do dia dos pais.



MANSUR F.METZKER, 86

MANSUR F.METZKER, 86

Por meio de email, o dentista Pedro Paulo Mansur Almeida Metzker, 53, inscreveu seu pai, Mansur Félix Metzker, no concurso GP Pai Patafufo 2018, e, entre outros inscritos, foi o escolhido, pela comissão julgadora deste ano. Conheça agora o texto enviado ao jornal.

“É com muito orgulho que venho fazer a inscrição de meu querido pai, Mansur Félix Metzker, neste prestigiado concurso da GAZETA. A história maravilhosa de vida de meu pai daria um belo livro de amor e fé. Ele nasceu em São João Evangelista/MG, em 16 de outubro de 1931, sendo o primogênito em uma família de onze filhos. Com a família, mudou-se, ainda jovem, para Governador Valadares/MG, e, por ser o filho mais velho, ficou um pouco sacrificado, concluindo apenas o curso colegial, já que teve de ajudar os pais na criação dos irmãos mais novos. Casou-se com minha mãe, Maria Helena de Almeida Metzker, uma união que já dura cinquenta e nove anos, quando teve quatro filhos, ainda em Governador Valadares. Com a vinda de seus pais para Pará de Minas e como ele sempre foi muito ligado à família, também mudou-se para cá, em 1966, onde teve mais cinco filhos. Começou a trabalhar aqui como granjeiro, sendo um dos pioneiros nesta área. Depois de lucrar, mas também ter grandes prejuízos nessa área, mexeu com outros ramos do comércio, como fábrica de telas, fábrica de sofás, comércio de móveis usados, entre outros. Mesmo trabalhando muito e com muitas dificuldades financeiras, sempre foi um pai muito presente e exemplo para nós. Não esqueço nunca das inúmeras noites em que ele e nossa mãe passavam em claro, do nosso lado, quando estávamos doentes. Nunca foi de frequentar igrejas, mas tem uma fé inabalável, sendo um exemplo de cristão. Foi um pai austero e exigente, mas sempre amoroso. Cobrava união, amizade, fé e honestidade entre nós, seus filhos. Nunca aceitou que falássemos palavrões e nem que brigássemos. Quando brigávamos, nos fazia abraçarmos e pedirmos desculpas. Nunca precisou levantar a mãos para nenhum de nós. Bastava um olhar e, às vezes, uma conversa, para nos orientar e mostrar o que era certo ou errado. Com grande sacrifício e muita luta, conseguiu formar todos os filhos em nível superior. Hoje, com oitenta e seis anos e com a saúde um pouco debilitada, mas ainda muito lúcido, continua sendo aquele pai presente, dedicado com os filhos e também com seus quatorze netos. Ainda nos orienta e chama atenção, quando é preciso. Sua maior tristeza na vida foi a perda de nosso irmão, Alexandre (ex-secretário da saúde da cidade), em 2001. Um baque para a família inteira. Mas ele, como sempre, homem totalmente equilibrado, ponderado, de grande sabedoria e temente a Deus, foi o equilíbrio para nós irmãos e também para a nossa mãe. Portanto, somos uma família totalmente feliz, unida na fé e no amor. Nosso pai é realmente um exemplo para nós, para nossos filhos, para a nossa mãe – como esposo, além de ser um querido avô. E também para qualquer homem que queira constituir uma família na fé, no amor e na união. Ele é um vencedor na vida, é nosso orgulho e pedimos a Deus que ele viva ainda muitos anos para a nossa grande felicidade. Somos hoje o que somos hoje, graças a ele e também à nossa querida mãe!”

A reportagem GP foi até a casa de Mansur, no bairro São José, para dar a ele a boa nova e ele ficou muito feliz por ter sido o escolhido para ser o Pai do Ano. Veja o que ele disse.

“Estou muito feliz e satisfeito! Não sabia que meu filho havia me inscrito no concurso e não sei nem dizer o porquê de ter sido o escolhido, porque sou um pai como todo pai deve ser: bom e muito amoroso. Meus filhos sempre são muito amorosos comigo! Nunca tive briga ou discussão e nunca bati em nenhum deles. Só os ensinei a serem trabalhadores e honrados. Tenho nove filhos: Félix, Alexandre - que faleceu num desastre de carro e até hoje dói demais a falta dele – Pedro - que me inscreveu no concurso - Érica, Estefânia, Mansur, Gibran, Rodrigo e Rodolfo. Tenho também quatorze netos e nenhum bisneto por enquanto, mas já podia ter (risos). Passei a vida toda, com um único objetivo: formar os meus filhos e, graças a Deus, consegui formar todos. Aqui em casa tem médico, dentista, farmacêutico, radiólogo e advogado. Meus filhos são o meu orgulho,” afirma Mansur.

“Passei a vida toda, com um único objetivo: formar os meus filhos e, graças a Deus, consegui formar todos”

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