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11/08/2017 - Pai Patafufo

Observando a insdiscutível evolução da mulher na sociedade e a eleição da Mãe pará-minense na cidade, pelo Rotary Club, a Gazeta pará-minense, em 2003, passou a eleger também o Pai pará-minense do ano, através de emocionantes matérias de 1ª página, na última semana anterior á comemoração do dia dos pais.



Pai Patafufo

Pai Patafufo

Anualmente, há 16 anos, a GAZETA apresenta o vencedor do concurso Pai Patafufo do Ano, realizado por esta GAZETA, escolhido através de cartas e emails enviados a este jornal por seus filhos. Este ano, o escolhido foi Roberto Gaede, 79, através de uma carta de sua filha caçula, Polyana Gaede, 40, que relatou, em forma de poesia, sobre a simplicidade e humildade do pai. A reportagem GP esteve com a filha e o querido pai que contaram um pouco de sua de vida. Não deixe de ler. 

“Eu nasci no dia 8 de março de 1938, em São João Del Rei/MG. Meus pais se chamavam Francisco Gaede e Maria Rosina e eu tive quatro irmãos. Foi a minha filha Polyana que fez a minha inscrição nesse concurso. Ela me contou que foi no ano passado. Agora, quando me ligaram da GAZETA, dizendo que eu havia sido o pai escolhido, fiquei muito feliz. É uma satisfação,” comemora Roberto.

VIDA PROFISSIONAL – “Meu pai era militar, ganhava muito pouco na época e a nossa vida foi muito difícil. Porém, a partir de 1964, ela começou a melhorar... Com nove anos, comecei a trabalhar em uma loja de aviamentos, pois naquela época podia trabalhar – atualmente é proibido. Hoje, pode matar e roubar, mas trabalhar não pode. Eu estudei, mas não cheguei a fazer faculdade, pois antigamente cidade nenhuma tinha faculdade, a não ser Belo Horizonte. Então, eu fui deixando de lado e acabei não fazendo um curso superior. Depois, fiz concurso para um banco, passei, mas eles me mandaram para Niterói/RJ, onde fiquei por três anos. Depois, fiz concurso para o Banco do Brasil, fui para São Paulo/SP, depois para Bom Sucesso/MG e depois voltei para São Paulo/SP. Depois, passei por muitas cidades de Minas, até chegar a Pará de Minas, onde moro há trinta e cinco anos que moro aqui. Trabalhei durante cinquenta e cinco anos de Banco do Brasil.”

CASAMENTO – “Eu sou casado, há quarenta e oito anos, com a Elma, 72, tenho três filhas: Érica, Adriana e a Polyana, e quatro netos: Lucas, Arthur, Isabela e Rafael. Eu comecei a namorar com a Elma em Bom Sucesso/MG, pois ela morava lá, mas ela é de São João Del Rei também. Ou seja, eu já tinha conhecimento dela. A vida de casado é boa. Claro que tem umas encrencas, mas tudo é sempre passageiro.”

ÚNICO CRUZEIRENSE – Veja agora o que disse a filha Polyana Gaede sobre o pai.

“Meu pai é o único cruzeirense da família; todas as filhas e netos são atleticanos. Ele gosta muito de esportes. Foi campeão de natação, futebol, sinuca e também era um bom pé de valsa. Hoje está aposentado, mas amava a profissão e eu segui os seus passos. O sentido da vida para ele é fazer o bem e cuidar das pessoas que ele ama. Costuma dizer: ‘Ver a minha família feliz é a minha maior alegria!’ Como a minha mãe é apaixonada por culinária, ele está sempre provando e aprovando as receitas deliciosas que só ela sabe fazer. Meu pai tem um amor muito grande por Pará de Minas, a cidade que o acolheu tão bem e também é onde ele criou a nossa família e fez muitos amigos. Ele não poderia passar por esta vida sem um reconhecimento público. Agora, sentimos essa alegria de ele ser o Pai do Ano, mas para nós ele sempre foi, é e será o Pai - dedicado, amado e sagrado - de Todos os Dias,” festeja Polyana.

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