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12/12/2016 - 244ª MOSTRA GP CERÂMICAS E ARTES NO VIDRO

A preocupação em valorizar e incentivar a produção artístico-cultural de Pará de Minas sempre foi tônica do jornal gazeta pará-minense que, em junho de 1989, inaugurou a mostra GP, na recepção da Gazeta. Trata-se de um evento bimensal, com exposição dos trabalhos desses artistas (pintura, cerâmica, fotos, poesias, etc).



244ª MOSTRA GP CERÂMICAS E ARTES NO VIDRO

244ª MOSTRA GP CERÂMICAS E ARTES NO VIDRO

Em sua 244ª edição, a Mostra GP traz para os meses de setembro e outubro, a ceramista angolana, Clotilde Valdez que chegou ao Brasil em 1986 e trabalha com vários tipos de artes, entre pinturas, esculturas e colagens. Para saber mais sobre o trabalho dela, a reportagem GP conversou com ela. Acompanhe. 

“Eu comecei na escola municipal de artes com a ceramista Eloísa Xavier e foi uma coisa bonita, pois eu nunca tinha mexido com cerâmica. Artes decorativas eu fazia, mas cerâmica eu nunca tinha feito. Então, quando eu entrei na escola foi muito bom, pois eu tive uma professora como ela, que não é todo mundo que tem, e fiquei muito entusiasmada. Já têm 12 anos que estou na escola e, como todo mundo, comecei a aprender, preparando o barro para fazer uma peça; depois, vem a peça sem ser escultura ainda. Comecei com pratos, potes, tudo que é pequeno, porque a gente tem que criar uma mão firme para fazer uma coisa simples, primeiramente. Já uma escultura é uma coisa bem mais sofisticada (riso). Depois de alguns anos, fui adquirindo uma certa técnica e, aí, comecei a fazer um pouco de escultura, mas pouquinho. Mas é um trabalho muito bom, gratificante e que dá um certo prestígio à escola. Eu mexo também com garrafas; aproveito todas as garrafas e faço um trabalho muito bonito”, conta Clô como ela é mais conhecida. 

PROFISSIONAL? - “Eu não trabalho só com isso não, é mais por prazer mesmo. Mas também há vendas feitas pela escola de artes e no meu Barracão de Artes. Mas o que eu sou na verdade é esteticista e massagista. Dei aulas também na escola de artes, mas agora dei uma paradinha. Um dia, me convidaram para criar um grupo que toda 5ª feira, das 13H às 17H, a gente vai na escola e faz qualquer trabalho. Depois, fazemos um lanchinho juntos. Muita gente conhece esse grupo, nos visitam nesse horário e aproveita para conhecer nosso trabalho. Hoje em dia, eu só pego um curso ou outro que eu gosto para ministrar, mas toda 5ª feira estou lá. Isso eu não dispenso” (riso).  

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