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23/03/2016 - MAIS DE 5 MIL CASOS DE DENGUE E 3 MORTES

Em 1989, o jornal Gazeta pará-minense pensou em desenvolver um debate cultural em Pará de Minas, voltado principalmente para os jovens. Realizado mensalmente, com exceção do período de férias escolares (janeiro, fevereiro, julho e dezembro), esse evento é apresentado pelo jornalista Bié Barbosa. Há um pequeno show, com músicos, contadores de história, atores, escritores, etc., seguido de um debate sobre um tema polêmico qualquer. No final, há sorteio de brindes para a platéia, através da sabatina ganha prêmio. Realizado sempre na última 5ª feira do mês, das 19h30min às 20h30min, para uma platéia mínima de 100 pessoas, em locais que se reciclam, anualmente.



MAIS DE 5 MIL CASOS DE DENGUE E 3 MORTES

MAIS DE 5 MIL CASOS DE DENGUE E 3 MORTES

 Como faz em toda última 5ª feira do mês, durante o período escolar, esta GAZETA
realizou na Fapam mais um Grande Papo, o 1° do ano e o 210° de sua história, quando o
tema foi o Aedes Aegypti. As debatedoras convidadas pela Comissão Organizadora do
Evento foram a Coordenadora da Atenção Primária, Daniela Cristina de Souza, e Maria
de Lourdes Liguori, da Epidemiologia da Vigilância em Saúde. A abertura ficou por
conta do músico Leonardo Faria que cantou sucessos da M.P.B. e do pop rock nacional
No encerramento, aconteceu o esperado Ganha Prêmio com brindes enviados pela Algar
Telecom, Plena Alimentos, Sibele Alimentos e livros doados pelo escritor José Pereira
da Costa (Entre Feras). Após o evento, a reportagem G.P. falou primeiramente com
Maria de Lourdes Liguori. Veja.
“A fêmea do mosquito é hematófaga; precisa do sangue para sobreviver. Já o macho se
alimenta de seivas e plantas, não sendo hematófago. Ou seja, a fêmea é a única
responsável pela transmissão da doença para o ser humano. De acordo com o sistema de
notificação compulsória, acessados no último dia 28, referente ao período de 1° de
janeiro até o dia 28 de março, foram digitados 1.599 registros nesse sistema. Desses
dados, 952 registros são positivos com dengue e 110 são registros negativos. O restante
ainda estamos aguardando resultado. Como estou tendo, todos os dias, novos casos de
dengue, não é possível fecharmos os dados e sabermos se há ou não uma epidemia. Só
podemos ter uma noção clara de quanto que foram os números totais e reais com
sintomas do diagnóstico, na hora em que tiver realmente terminado a alta transmissão
do vírus, pois esse número cresce a cada dia”, resume Lourdinha, como é mais
conhecida.
CASO ALARMANTE – Essa foi a fala oficial gravada, após o debate, mas, durante o
evento,  questionada pelo editor G.P., Lourdinha disse que se uma doença atinge de 2 a
3% da população já é considerada epidemia. Disse mais: que se considerar os números
de casos ainda não digitados no sistema, Pará de Minas já tem, aproximadamente, 5 mil
casos de dengue. Ou seja, 5,55% da população, considerando que o município tem hoje
em torno de 90 mil habitantes. Portanto, quase o dobro do percentual necessário para
considerar epidemia no município. Foi revelado também que a cidade já tem registrado
3 mortes por dengue, sendo que uma delas (uma menina de 9 anos) foi mostrada por
esta GAZETA.  
BAIRROS E ÍNDICES – Leia agora o que disse Daniela Cristina de Souza à
reportagem G.P., após o debate, desmentindo o que se diz pela cidade de que o bairro
São José é o que tem apresentado maior número de focos de dengue em suas
residências.
“Em Pará de Minas, os bairros com maiores índices de casos notificados são Grão Pará,
São Pedro e J.K., aquela região do Padre Libério e Walter Martins, além da região do
bairro Dom Bosco. Esses números variam muito durante as semanas, principalmente as
ações que são realizadas como mutirões, U.B.V. leve e pesado, que acaba interferindo
na questão dos focos e até diminuindo a incidência dos casos. Distinguir a picada de um
mosquito Aedes Aegypti de um mosquito comum não é possível, porque ele é menor
que o pernilongo, tem picada indolor, não deixa sinal e não causa coceira. No mais,
achei ótima essa oportunidade que tivemos no Grande Papo para trazer para a
comunidade como funciona a Rede Municipal de Saúde, como ela está organizada e
quais as ações no combate a dengue”, agradece Daniela.

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