Realizações GP

02/07/2015 - 237ª Mostra G.P.: desenhos

A preocupação em valorizar e incentivar a produção artístico-cultural de Pará de Minas sempre foi tônica do jornal gazeta pará-minense que, em junho de 1989, inaugurou a mostra GP, na recepção da Gazeta. Trata-se de um evento bimensal, com exposição dos trabalhos desses artistas (pintura, cerâmica, fotos, poesias, etc).



237ª Mostra G.P.: desenhos

237ª Mostra G.P.: desenhos

 Para realizar a 237ª Mostra G.P., que já está exposta na recepção da GAZETA, a reportagem G.P. convidou o jovem empresário pará-minense e designer gráfico, Diego dos Santos Ribeiro, 28, para expor seus belos desenhos com o estilo, como ele próprio descreve, caótico. Ou seja, com muitas cores, informações e detalhes. Na verdade, seus desenhos chamaram a atenção do gestor financeiro-administrativo desta GAZETA, o administrador de empresas João Gabriel Lage Barbosa, quando ele os viu desenhados em um bar da cidade. Não deixe de ler.
“Aos 13 anos, comecei a andar de skate e a ter contato com a arte de rua. Isso me influenciou e comecei a fazer meus 1ºs desenhos de bonequinhos andando de skate. Eu copiava as posições de revistas, me inspirava em revistas de grafite, desenhava cartuns, até que, aos poucos, construí meu próprio estilo. Hoje, descrevo meu estilo como caótico, pois apesar de eu parecer calmo, minha mente é muito ativa, o que reflete até no meu estilo de vida. Costumo passar isso para o desenho. Meus desenhos têm muitas cores, detalhes, mas nada cheio de perfeccionismo. É uma confusão de ideias mesmo. Eu costumo associar nos trabalhos tanto o desenho manual, quanto o digital. E para concluí-los, é um processo longo, porque primeiramente desenho no papel e, depois, passo para a parte digital, quando eu sempre mudo, acrescentando detalhes no computador”, explica Diego.

INSPIRAÇÕES – “Me inspiro na cultura de rua e em alguns dos desenhistas que me influenciaram como Os Gêmeos (grafiteiros de São Paulo/S.P.), Da Lata (desenhista de rua de B.H.), os cartunistas Kino, Angelie e quadrinistas como Will Eisner. Peguei muita referência do grafite e cartuns. Agreguei tudo, até formar o meu próprio estilo. Quando fui decidir qual faculdade faria, minha prima me disse que Designer tinha a ver comigo. Pesquisei e gostei. Comecei como designer de produtos e, depois, passei para gráfico. Fiz outros cursos de desenho por um tempo também. Há muito tempo eu fazia desenhos para o Wilsinho (mais conhecido como Sopinha), sócio-proprietário do bar Dipanas, onde fiz cartazes para o festival DipanaBlues e cardápios. Depois, ele me convidou para fazer um desenho nas paredes do novo bar. Ele reservou uma área de parede para eu desenhar e eu fiquei, mais ou menos, 2 dias pintando lá com um canetão específico para parede e deu certo (riso)”.

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