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05/06/2015 - Debate quente sobre Pequenas Corrupções

Em 1989, o jornal Gazeta pará-minense pensou em desenvolver um debate cultural em Pará de Minas, voltado principalmente para os jovens. Realizado mensalmente, com exceção do período de férias escolares (janeiro, fevereiro, julho e dezembro), esse evento é apresentado pelo jornalista Bié Barbosa. Há um pequeno show, com músicos, contadores de história, atores, escritores, etc., seguido de um debate sobre um tema polêmico qualquer. No final, há sorteio de brindes para a platéia, através da sabatina ganha prêmio. Realizado sempre na última 5ª feira do mês, das 19h30min às 20h30min, para uma platéia mínima de 100 pessoas, em locais que se reciclam, anualmente.



Debate quente sobre Pequenas Corrupções

Debate quente sobre Pequenas Corrupções

 Na noite do último dia 28, 5ª feira, esta GAZETA realizou o 205º Grande Papo, na Escola Municipal Dom Bosco que contou com a participação interessada de seus alunos, funcionários, professores e diretoria. As debatedoras foram a advogada Mariane Melo e a psicóloga Nádia Nogueira. Antes e após o debate, a pedidos, o cantor Marco Aurélio animou a plateia com músicas sertanejas universitárias. No fim do evento, aconteceu o divertido Ganha Prêmio, sabatina com brindes enviados pela Plena Alimentos. Após o evento, a reportagem G.P. conversou com as debatedoras. Acompanhe.

A PSICOLOGIA - “Esta é a 1ª vez que participo do Grande Papo e adorei, porque acho muito importante eventos como este, onde temos acesso maior à população. As Pequenas Corrupções do dia a dia vêm muito da própria cultura brasileira. Fomos acostumados assim, crescemos assim e somos assim. Mas isso não quer dizer que as Pequenas Corrupções são coisas boas. A gente não tem que se acostumar com o que é ruim. Acredito que a solução seja mudar a cultura aos poucos e sempre lembrar que somos embasados em uma ética e uma moral. Como disse Freud, o que nos separa dos animais é a moral. Então, não podemos deixar que estas Pequenas Corrupções passem por cima disto, já que somos seres de moral e com moral. E tudo isso começa com as crianças. Se uma criança vê você jogando lixo no chão, ela também tende a jogar. Por isso, a importância de sempre ter um adulto junto com as crianças, para orientá-las. Se isso não ocorre, essa criança acabará sendo um adolescente e, posteriormente, um adulto que comete pequenas corrupções e até grandes corrupções. Hoje, sabemos que a sociedade é dividida entre aquelas pessoas que respeitam a lei e as que não respeitam”, ensina Nádia.

O DIREITO – Veja agora o que disse a advogada Mariane Melo.
“Achei o Grande Papo muito interessante, porque essas discussões, principalmente no âmbito escolar, são muito válidas, pois estamos lidando aqui com pessoas formadoras de opinião. Então, quanto mais informações trouxermos aqui, melhor será. Essa questão das Pequenas Corrupções falam de suborno, de furar fila, de colar na prova e outros. Ou seja, exemplos de coisas do nosso dia a dia. As pequenas corrupções são aqueles atos que afetam a moral da sociedade, quando algumas são contravenções penais e outras são crimes de pequenos potencial ofensivo, diferentes daqueles crimes mais graves. A solução, neste sentido, é a conscientização e a mobilização da sociedade. Não há outra saída, porque, como debatemos aqui nesta noite, as leis já existem. O Brasil é um dos países que têm mais leis e emendas no mundo, mas o que precisamos é fazer essas leis funcionarem. Faltam em algumas a aplicação, a execução e a fiscalização maiores. O que muitos brasileiros questionam é que se o governo é corrupto, porque os cidadãos têm que ser direitos? Mas essa frase não é valida, porque o governo é também o povo. Afinal, somos nós que escolhemos os políticos que vão nos representar”, amplia Mariane.

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