Acervo de Notícias

30/09/2016 - NOTAS DO EDITOR

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NOTAS DO EDITOR

20/7/2017 - QUINTA-FEIRA

A IMPORTÂNCIA DE DAR OUVIDOS ÀS PESSOAS

Durante mais uma sessão de uma terapia que vem se arrastando há mais de dez anos, o homem de pouco mais de cinquenta anos falou de uma recente e grave discussão que ele havia tido com a esposa, dias antes. Explicou:

- Fico pensando se essa impaciência que eu estou tendo com todo mundo – em casa, no trabalho e até no lazer com os amigos – seria um reflexo do meu DNA.

O psicólogo estranhou e perguntou:

- DNA?

- É. Data de Nascimento Adiantada... (riso do analisado apenas). Antes eu não era assim, tinha uma paciência de Jó e ouvia todo mundo, sem dar um só pio. Só falava, quando realmente me pediam alguma opinião e olhe lá. Agora, nessa idade avançada, parece que eu só quero falar, o tempo todo. E tem mais: quando interrompem o que eu estou dizendo – mesmo que seja com uma pergunta sobre aquilo que eu estou falando – fico p_ _ _ da vida... Eu não era assim antes. Diariamente, fico me questionando se...  

O terapeuta, interrompendo a fala da analisado, perguntou:

- Você usa muito o whatsApp?

O analisado irritou-se:

- Até você que nunca abre o bico, nem quando eu lhe pergunto alguma coisa importante, agora vai começar a me interromper também? O quê que eu estava falando mesmo?

- Que você não era assim e que agora vive lhe questionando...

- Isso mesmo! Fico me perguntando, diariamente, porque eu fiquei tão ranzinza assim. Deus me livre se eu estiver ficando que nem a minha tia Fulana. Ela era muito chata, sistemática e ranzinza. Ninguém gostava dela, coitada! Também pudera, nunca deu ouvidos a ninguém...

O psicólogo aproveitou o raro momento de silêncio do falante cliente para questioná-lo:

- Você falou algo muito importante agora: saber ouvir! Quando eu lhe perguntei se você está usando muito o whatsApp queria ter lhe ajudado a concluir o que você acabou de concluir, agora. Infelizmente, nessa Era de WhatsApps as pessoas não estão, realmente, ouvindo mais nada. O que, um dia, foi conversa boa hoje não passa de um terrível falatório que acabou transformando os antigos e saudáveis diálogos em abestalhados monólogos...

Sentindo-se ofendido, o homem de pouco mais de cinquenta anos deu mais uma de suas patadas:

- Acho que essa intolerância de ouvir não vem do uso viciante do whatsApp. Acho que é reflexo de terapia, quando o paciente fala, fala e fala, sem parar, para um analista que nunca fala patavina alguma. Parece até que é surdo... 

E você, ultimamente tem falado mais do que ouvido? Uma boa leitura!

13/7/2017 - QUINTA-FEIRA

O DIÁLOGO, O MONÓLOGO E O CASAMENTO DURADOURO

Como o marido de estupim curto tinha gênio muito explosivo, a esposa dele vivia cheia de receios para falar qualquer coisa com ele, por menor que ela fosse. Para falar a verdade, vinha, há anos, evitando ter qualquer embate com ele em público, principalmente na frente dos filhos. Evidentemente que, sem diálogo, a relação entre os dois foi se esfriando e ficando cada vez mais distante. Os filhos não atinaram muito pela coisa, achando que, finalmente, seus pais estavam vivendo um momento de harmonia, raramente visto entre os dois. Certo dia, durante uma conversa, ele contou para ela um caso qualquer acontecido no trabalho dele. Ao falar o nome de um dos funcionários, a esposa perguntou: 

- Qual fulano?

Aquilo foi o suficiente para um verdadeiro vulcão explodir na cabeça do intolerante marido. Disse irritadíssimo com as faces totalmente avermelhadas e as sobrancelhas levantadas até o alto da testa:

- Será que, pelo menos uma vez na vida, você poderia ouvir um caso meu, apenas um, sem interromper o que estou dizendo?                        

A mulher tentou explicar que ela só queria saber qual dos funcionários ele havia citado, já que havia mais de um funcionário com aquele nome, na empresa dele. Disse-lhe:

- Mas na sua empresa, há mais...                        

Pra quê? Aquele marido irritou-se tanto que saiu, aos berros, da saleta onde o casal se encontrava:

- Mas que merda! Você não sabe ouvir ninguém? Não foca em nada? Estou cansado de você com essa cabeça sempre no mundo da lua. Quer saber? Estou por um fio e vou procurar os meus amigos, porque eles sabem me ouvir sem ficar me interrompendo, o tempo todo. 

Saiu de casa batendo os pés e as portas, rumo a mais um encontro com seus colegas de bar...

E você, acha que a essência do casamento duradouro está no monólogo ou no diálogo? Uma boa leitura!

06/07/2017 - QUINTA-FEIRA

ANALISAR OU NÃO ANALISAR, EIS A QUESTÃO!

Certa vez, durante uma exposição na escola de artes local, o querido e saudoso artista plástico Amadeu Mendes, ao meu lado, ouvindo os meus comentários sobre alguns quadros dele, disse-me com sua sempre doce voz, apesar do tom imperativo:

- Pára, Bié, com essa mania de ficar analisando os quadros, sô! Quadro é só pra gente olhar, gostar ou não gostar. Nada mais que isso! Se gostar muito, compra. Se não, deixa aí e vai embora...

Ri muito do jeito dele me falar, mas, apesar disso, continuo com essa mania, estranha pra ele, e talvez seja realmente estranha, de ficar analisando os quadros e fotos que vejo... Gosto de imaginar o que pensou o(a) artista ou o(a) fotógrafa na hora em que ele(a) estava pintando um quadro ou clicando uma foto que me chama a atenção. Difícil acertar, uma vez que o que eu penso sobre a imaginação criativa deles(as) nada mais é do que o meu próprio pensamento. Nunca o dele(a). 

Agora, meses atrás, quando eu vi, por exemplo, esses 3 quadros da sensível artista plástica Lisianny Marinho – que juntos formam um –, durante mais uma Mostra GP, realizada pela GAZETA, aqui na recepção II do jornal, me remetí, imediatamente, a Brasília/DF, vendo nele os movimentos das linhas inquietantes do singular arquiteto Oscar Niemeyer. Vi também o sorriso de um homem de terno, incrivelmente formado por dois outros, me lembrando a alegria, sempre tão discutível, de alguns políticos. Mas vi ainda muito verde (pena que esta página não é colorida) que, apesar da aridez do solo da capital federal, teve o meio ambiente transformado durante a sua construção, fazendo surgir belas plantações e lagoas em um local de tão baixa umidade do ar. Sei, porém, como já disse acima, que a estória que passou pela cabeça criativa de Lisianny, na hora de criar esses três quadros em um deve ter sido bem outra...

E você, também tem esse costume, mau ou bom não importa, de ficar analisando os quadros que vê? Uma boa leitura!

29/06/2017 - QUINTA-FEIRA

DIFERENÇA ENTRE CONVIDADOS E... OS CONVIDADOS

Na capital do país, a bela catedral projetada por Oscar Niemeyer – que lembra mãos postas em oração – foi a escolhida pelo renomado político e sua esposa para celebrarem as Bodas de Ouro do casamento deles. Evidentemente que o mega acontecimento não aconteceu nos dias de hoje. Afinal, qualquer comemoração festiva, hoje em dia, partindo da classe política vai gerar imediata especulação, grampos telefônicos, processos, delações premiadas e as tão sonhadas prisões. Essa grande festa aconteceu há cerca de vinte anos com gente alinhadíssima, dentro e fora da Catedral Metropolitana de Brasília. As esposas dos políticos desfilavam grifes de estilistas famosos. A maioria daqueles pescoços carregavam pedras preciosas que só eram desvendadas, após entrarem no templo religioso. Apesar de ser verão, muitas saíram de seus carrões negros com choferes de luvas brancas, ostentando finas echarpes ao redor dos pescoços. A esquelética moça de olhos arregalados do cerimonial explicou o motivo daquilo para uma bela jovem que acompanhava um político mais velho e muito pouco ainda sabia sobre aquele fútil e corrupto meio. Ensinou:

- Essas senhoras usam echarpes sobre suas joias, porque temem ser vítimas de algum morador carente das cidades satélites que sempre aparecem aqui no Plano Piloto, quando acontece algum evento de vulto como esse.

Após a celebração da bela missa com apresentação do coral magnífico, em torno de quinhentos convidados fizeram longa fila, na porta da catedral, para cumprimentar o casal anfitrião. Uma minoria, porém, em torno de trezentas pessoas, não fez parte daquele ritual, indo diretamente para os seus carros. Evidentemente que tal atitude não passou despercebida, gerando especulação, sendo aquelas pessoas taxadas de mal educadas. Uma esposa de político mineiro comentou com uma esposa de político paulista:

- Lá em Minas, ninguém sai de um casamento sem cumprimentar os noivos. Estou boba! 

No outro dia, porém, a mineira, ao folhear os jornais de Brasília/DF, finalmente entendeu o que realmente havia acontecido. Todas as colunas sociais falavam e estampavam fotos da fantástica ceia para trezentos e vinte talheres banhados a ouro, oferecidos apenas para quarenta por cento dos convidados. A reação das pessoas que só haviam sido convidadas para a missa balançou a capital do país...

E você, o que pensa sobre essa diferenciação feita entre convidados? Uma boa leitura!

15/06/2017 - QUINTA-FEIRA 

UMA NOVA ERA, AINDA QUE AOS TRANCOS E BARRANCOS  

Diferentemente de tantas outras empresas que, quando o fundador morre, as coisas vão, literalmente, para o brejo, a história daquele negócio familiar foi diferente. Sem estudos, mas bastante atinado para o comércio, aquele homem abriu um negócio pequeno que se expandiu muito, também pela falta de concorrentes. Como teve condições para dar estudos aos filhos – e fazer questão disso, principalmente por não ter tido condição de estudar – suas crias deixaram a pequena cidade onde moravam para estudar em boas faculdades da capital. Depois de formados, um deles, administrador de empresas, recebeu do pai o convite para sucedê-lo, assumindo o negócio da família. O filho letrado respondeu:

- O senhor conseguiu muito com a sua empresa, mas hoje ela pode crescer ainda mais, se tiver à sua frente uma visão mais administrativa.

O pai sentiu alívio de ter um filho no setor administrativo-financeiro da empresa, já que não tinha estudo e sempre deixou essa área nas mãos de funcionários de questionáveis honestidades. Era assim, porque tratava-se de uma área que ele realmente nunca gostou muito e nem sabia como atuar direito. Como ele se ausentava muito da empresa para fechar contratos, o filho recém-chegado percebeu, de cara, que os funcionários ali poderiam fazer muito mais do que faziam. Então, fez o óbvio: cobrou mais atitude! Por outro lado, como toda ação sempre tem uma reação, os gestores, principalmente, se arrepiaram. Tentaram derrubar o filho, argumentando para o pai, na calada da noite, que, se a empresa continuasse daquele jeito, todo mundo pediria as contas e aquele próspero negócio, poderia até falir, porque ele ficaria sozinho sem aqueles que ele costumava chamar de seus braços direitos. Houve, naquela época, muita tensão e atritos constantes, inclusive entre o pai e o filho. Pior que isso: a tensão não ficou só na empresa, foi junto com eles para a casa, onde os dois se encontravam no café da manhã, na hora do almoço e no lanche noturno e continuavam falando de trabalho. Obviamente, a relação familiar ficou, também, bastante confusa. O filho sempre tentando mostrar para o pai o que ele não via:

- Você, quase sempre não está na empresa, mas eu estou lá e sei que a maioria está enrolando várias horas, todo dia. Além de estarem bastante acomodados estão muito donos de si...

Aconteceu, então, o que os gestores haviam previsto: quase todos deixaram aquela empresa, solicitando demissão ou sendo demitidos por desacato à nova direção. Porém, quando o pai faleceu, uma Nova Era começou e os bons resultados vieram, apesar de tudo, apesar todos...

E você, geralmente aceita bem o novo ou tem alguma resistência? Uma boa leitura!

08/06/217 - SEXTA-FEIRA

EXISTE PROBABILIDADE GENÉTICA PARA SABER A HORA DE MORRER?

No encontro de cidadãos ausentes – 7ª versão – os conterrâneos foram chegando, separados e aos pares. Todos com um pouco mais de sessenta anos, mas havia quem tivesse mais de noventa. Todos que se aproximavam desse, que já tinha vencido nove décadas, e perguntavam, quase sempre, a mesma coisa, achando-se super originais na formulação de suas perguntas: 

- Conte pra gente o segredo para se chegar à sua idade, tão bem assim. 

Risonho e orgulhoso, o homem falava para todos a mesma coisa também: 

- Tem gente que fala que a saúde está na alimentação; outros falam que está na ingestão exagerada e diária de água, mas para mim a saúde está é nas pernas. Eu, por exemplo, faço caminhada, toda manhã, há mais de vinte anos. Mil metros por dia! Mas também não fumo; e bebida alcoólica só de vez em quando. O resto eu faço! (riso). 

Mais adiante, em uma roda de velhos amigos, da década de 70, eles conversavam também sobre suas idades. Alguns anunciavam que tinham 63, 64, 66 e 67 anos. Um deles, porém, aparentando ter idade parecida com essas, disse a dele: 

- Sete ponto três!

O pessoal se assustou com frases de efeito como esta: 

- Nossa! Não parece, de jeito nenhum! Você está brincando? Tenho um amigo que tem 65, mas fala que tem 80 só para o povo ficar assustado e admirado. (riso). 

Ele explicou:

- Não, não estou brincando não. São 73 mesmo! E como dizia o meu avô, já estou no lucro! 

Os amigos o consolaram: 

- Que nada! Você ainda tem muita estrada pela frente.

Ele sorriu e agradeceu:

- Obrigado, mas vejam bem: minha mãe morreu com 57 anos e o meu pai com 81. Somando a idade que os dois morreram e dividindo por dois dá quanto? 69! Essa é a probabilidade genética de vida que eu deveria ter. Ou seja, já estou no lucro com quatro anos de vantagem. 

E você, acha que probabilidade genética como essa tem algum fundamento? Uma boa leitura!

01/06/2017 - QUINTA-FEIRA

AS CARNES E AS BOMBAS ATÔMICAS...

No congresso de nutricionistas, o que mais tinha ali era gente magra e esbelta. Mas tinha de ser exatamente assim. Afinal, algumas profissões exigem que o principal cartão de visita - melhor publicidade - seja mesmo o corpo do profissional. A maioria deles era vegetariana e deu para perceber isso, na hora do almoço realizado em um refrigerado salão. Claro que também havia profissionais que consumiam carnes variadas, ainda que em porções bastante reduzidas. Observei a nutricionista loura, comentando com o nutricionista mais jovem, vegetariano:

- O importante é saber dosar. À cada refeição, você não deve comer uma carne qualquer – branca ou vermelha – que ultrapasse o espaço da palma de sua mão.

Ele gozou:

- A comer tão pouco, prefiro continuar vegetariano e não comer nada! (riso).

Mais adiante, duas nutricionistas se serviam no balcão self service. A de grande laço vermelho na cabeça falava:

- Eu estou a um passo do vegetarianismo, porque 80% dos sólidos que eu ingiro são vegetais, legumes, carboidratos e nada de fritura. Não como carne vermelha de espécie alguma, há 3 anos. Porém, confesso, que ainda não consegui abrir mão das carnes brancas.

Ao ouvir aquilo, a nutricionista com big emprego de chefia no governo federal disparou:

- Hoje, eu sou vegana, porque toda essa gigantesca onda de doenças como câncer vem, principalmente, das carnes – brancas ou vermelhas – que, por sua vez, vêm dos animais criados em confinamento. Veja o caso dos frangos, por exemplo. Eles são criados com luzes acesas, vinte e quatro horas por dia, sobre as suas cabeças. E pra quê? Para eles comerem muita ração artificial e alcançarem tamanho e peso, na metade do tempo de um frango criado solto. Quando você ingere esse tipo de carne é como estar jogando uma bomba atômica em seu intestino. E com a carne de peixe, boi, porco e outros animais é a mesma coisa: tudo criação confinada. Puro veneno para a saúde humana!

Após ouvir isso, a profissional de grande laço vermelho na cabeça deixou inteirinho no prato a porção de frango que ela iria comer. Pelo menos, naquele almoço de congresso.

E você, o que pensa sobre esses novos e radicais hábitos alimentares? Uma boa leitura!

25/05/2017 - QUINTA-FEIRA

EXISTE DIFERENÇA ENTRE WHAT’S UP E WHATSAPP?

Durante a aula de comunicação, na pequena escola particular, surgiu o assunto que, hoje em dia, não falta em nenhum lugar: o whatsApp. Com o moderno tema, os jovens alunos tomaram novo ânimo, tornando aquela aula, quase sempre maçante, bem mais empolgante. O aluno de cabelos raspados foi o 1º a colocar o seu ponto de vista:

- Nó, gente! Eu nem sei como seria o meu mundo sem o whatsApp. Tudo na minha vida passa por ele. Até para dar boa noite para a minha mãe, eu uso o whatsApp, quando eu envio do meu quarto para o quarto dela o meu desejo de que ela tenha bons sonhos (risos de toda a turma).

O rapaz de jaqueta vinho pôs fogo na fogueira:

- Galera, hoje em dia, até sexo eu faço pelo whatsApp (mais risos ainda).

A aluna aplicada, que se senta na 1ª carteira, tentou dar uma certa seriedade ao tema. Falou, toda compenetrada:

- A 1ª vez que eu ouvi o termo whatsApp acho que ele nem existia ainda o celular. Eu o ouvi, assistindo um filme americano que, tinha como cenário a cidade de New Orleans. Ali, os habitantes são negros, em sua maioria – não é à-toa que o jazz nasceu lá - não falam How are you?, mas WhatsApp e quer dizer a mesma coisa: Como vai você?

A turma toda exclamou um oh coletivo, impressionada com a inteligência e cultura da colega de classe. Ninguém disse mais nada, inibidos com a colocação tão sensacional da aluna número um da sala. Quando voltaram os olhos para o professor, esperando que ele desse sequência ao tema, ele se pronunciou, dizendo:

- Me desculpe, fulana, mas são dois termos diferentes, tanto na escrita, como no significado, apesar da pronúncia ser igual. Veja bem: o How are you deles se escreve What’s up e quer dizer: Tudo pra cima?, Tudo ok? E até o formal Como vai você? Mas é totalmente diferente de WhatsApp que nada mais é que uma mensagem enviada pelo celular.

Será que precisa dizer aqui sobre a falta de graça que aquela jovem estudante ficou e também do terrível bullying que até hoje ela sofre naquela sala de aula? 

E você, achava também que os dois termos ingleses significavam a mesma coisa? Uma boa leitura!

18/05/2017 - QUINTA-FEIRA

DINHEIRO OU PODER? OU OS DOIS JUNTOS E MISTURADOS?

Toda vida de qualquer pessoa está sempre exposta ao olhar de terceiros que até aumentam os fatos, mas nunca inventam. Em mesa de bar, por exemplo, quando homens se encontram para um happy hour, regado a cerveja gelada e tira-gosto, de preferência bem gorduroso, aí então o falatório não tem fim. Neste momento, você pode até tentar me corrigir, dizendo algo assim:

- Está doido? Homem nunca fala igual mulher. Nu!!! Mulher fala demais!

Mas eu insisto: mulher fala mais mesmo, mas ela fala de coisas e de opiniões que gosta de ouvir sempre, antes de tomar uma decisão qualquer. Homem não! Homem gosta mesmo é de falar das outras pessoas. De preferência, falar mal, apontando defeitos, principalmente dos homens que estão se destacando mais do que eles. Seja no amor, na vida profissional ou na vida familiar.

Mas, voltando ao assunto, numa dessas mesas de bar, sob o olhar atento do dono daquele estabelecimento, quatro ou cinco homens falavam dos políticos do lugar. O careca risonho, quase deitado na cadeira de lata, começou a intriga:

- Fico pensando sobre o motivo que leva um sujeito a querer ser vereador ou prefeito. Não deve ser para ser alvo fácil de porretadas da cidade inteira (risos).

O homem sério, mas de língua afiada, falou rápido:

- Para entrar na política tem de ter dois únicos motivos: poder ou dinheiro.

O careca retrucou:

- Acho que os dois! Haja propina (muitos risos).

O homem partidário saiu em defesa de um político:

- Mas o fulano. Ele não precisa de dinheiro! Metade desta cidade já é dele! Tem dinheiro para bater com o pau! (mais risos e cervejas).

Um outro homem, da oposição, deu a sua alfinetada:

- Mas ele precisa de prestígio, de poder para fechar os megas negócios de suas empresas. Puro jogo de interesse!

Por último falou o homem de pele avermelhada, aparentando ter pressão alta, de tantos torresmos ingeridos, toda tardinha, naquele bar:

- Agora, sobre o ciclano, penso que houve um único objetivo: grana para sair do vermelho que a sua empresa já estava, há mais tempo. Esse foi salvo pelo gongo (risos sem fim).

E você, ultimamente, tem gostado de falar mal de todos os políticos, como se não houvesse exceções? Uma boa leitura!

11/05/2017 - QUINTA-FEIRA

QUE TIPO DE FILHO UMA MÃE AMA MAIS?

Na anual reunião escolar, onde as mães de alunos seriam homenageadas, a alegria corria solta com muitas conversas, beijinhos e risos sem fim... No ar, um misto de bons perfumes que, juntos, ficaram com um cheiro desagradável de perfume barato. Daí a pouco, a diretora da escola pegou o microfone e leu algo com mãos trêmulas. Disse:

- Todos sabem que a educação de um filho não é responsabilidade só da escola. Mas sabemos também que não é só uma missão dos pais. Então, nem nós podemos jogar 100% dessa responsabilidade sobre os ombros de vocês, nem vocês podem jogá-la sobre nós, professores e diretores desta escola. Mas vamos deixar este assunto pra lá, apesar de sua importância para todos nós que lidamos, diariamente, com educação. O motivo deste nosso encontro é presenteá-las, queridas mães de nossos queridos alunos, com uma brilhante palestra da renomada psicóloga fulana de tal (aplausos). Após, haverá um lanche delicioso e sorteio de brindes para todas vocês. Obrigada por terem vindo, mas obrigada mesmo! Felizmente, nenhuma mãe deixou de vir.

E assim, a palestra começou com a psicóloga envolvendo todas as mães com perguntas do interesse real de todas. Em um dado momento, a psicóloga separou, em um lado do salão, as mães que tinham mais de um filho. Virando-se para elas perguntou: 

- Alguma de vocês poderia me responder se mãe gosta mais de um filho que de outro?

Houve um silêncio e, em seguida, todas balançaram negativamente a cabeça com exceção de uma mãe que pediu a palavra. Disse assim:

- Olha, tenho duas filhas e gosto delas de maneira igual, mas não vou mentir: por me preocupar mais com uma delas – por ela ter mais, digamos assim, dificuldade para captar as coisas – fica parecendo até que eu gosto mais dela, mas juro que é igual.

A psicóloga de meia idade explicou, então:

- Exatamente! Toda mãe, sem exceção, se preocupará mais com aquele filho que, em dado momento ou pela vida toda, precisar mais dela. Mas isso não quer dizer mais amor. Isso quer dizer mais atenção.

E você, gosta mais de um filho que de outro? Uma boa leitura e o meu desejo de muitas alegrias para todas as mães, neste domingo.

04/05/2017 - QUINTA-FEIRA

A MULHER E OS SEUS TRUQUES PARA PARECER ETERNAMENTE BELA

Quando eu conheci aquela moça, ela era tão bela, mas tão bela que tinha até um estranho costume: vivia com seus grandes e expressivos olhos verdes, quase sempre, abaixados. Onde chegava, tornava-se destaque, imediatamente, com todos homens e mulheres observando a sua elegância, com andar tão ereto, e vestimentas, sempre tão bem escolhidas e, geralmente, tom sobre tom. As mulheres que a conheciam, apenas de vista, afirmavam:

- Ah, se fosse eu com essa beleza toda! Não seria jamais tão tímida assim. Iria receber todos os olhares e gracejos e agradeceria por eles (risos). 

As mais ousadas, com um toque de ciúme, eram impiedosas:

- De que adianta essa beleza toda? Ela é flor sem cheiro.

Porém, quase ninguém, talvez ninguém, se arriscava a saber dela, diretamente, o motivo de viver com olhos quase sempre baixos. Um dia, me atrevi e perguntei. Ela ficou surpresa, respondeu, mas só me olhou, uma única vez; e mesmo assim de rabisco. Disse-me:

- Os homens me encaram e me constrangem... As mulheres fazem expressões de desprezo. Me secam! Acho que eu seria mais feliz se tivesse uma beleza normal, como todo mundo. Os anos se passaram, ela se casou com um homem mais velho e, obviamente, com dinheiro suficiente para exibir o mais precioso troféu dele. Mudou-se da pequena cidade para uma metrópole, teve 3 filhos que se casaram e lhe deram netos, suas alegrias atuais. Outro dia, a vi em um grande shopping. Apesar de idosa, manteve certa elegância e o bom gosto no vestir. O rosto, porém, estava deformado por tantas cirurgias e processos de rejuvenescimento. À certa distância, fiquei observando-a e pensando no tempo que sempre passa e, geralmente, é muito cruel com a juventude. Pensei:

- Agora, nenhum homem tem mais olhares para ela.

Entretanto, observei que ela, andando um pouco à frente do marido, contorcia o rosto, fazendo caretas horrorosas para os homens que passavam por ela, que, assustados, obviamente olhavam para o rosto dela. Com isso, o marido milionário, que vinha logo atrás, achava que os outros homens continuavam invejando o troféu consquistado por ele. Talvez, esse gesto ridículo dela tem mantido acesa a chama do orgulho que ele sempre teve de ter se casado com uma mulher tão linda... 

E você, como vê o tempo passando e a beleza partindo? 

27/04/2017 - QUINTA-FEIRA

OUÇA A VOZ DA EXPERIÊNCIA

Espelhado no que viu e tanto admirou em Lisboa/Portugal, ao retornar ao Brasil, aquele sociólogo aposentado como professor em universidade federal abriu uma loja para não se sentir tão descartável. Na verdade, era uma loja de livros e revistas, anexada à uma cafeteria. No canto esquerdo do local, ponto mais reservado, há uma sala aconchegante que ele nomeou de Aulas da Vovó. Todos os dias, em dois horários, ele recebe ali duas habilidosas e diferentes senhoras para fazer atividades diversas como quitutes, bolos, caldos, crochês, tricôs, bordados, pequenas costuras caseiras, etc.. A cada aula de, no máximo, uma hora, ele recebe uma dessas variadas mulheres, todas com mais de 70 anos, para ministrarem ensinamentos domésticos para uma clientela formada por jovens mulheres que, normalmente, nunca pegaram em uma agulha sequer em suas vidas. Não cobrava de nenhuma delas; bastava que comprasse algo cima de um certo valor em sua loja para ganhar um cupom e ter direito a assistir uma dessas aulas. A inovadora ideia espalhou-se logo e, hoje, já há até lista de espera. Se, por um lado, ele não cobra das clientes, por outro, ele remunera as idosas senhoras com artigos de casa de sua loja, após cada aula ministrada. A maioria delas nunca trabalhou fora do lar e todas sentem-se realizadas com o prazer dessa nova tarefa. Uma delas chegou mesmo a dizer:

- Nem precisava receber nada em troca, porque bom mesmo é ter esse compromisso para ficar fora de casa, pelo menos um dia (riso).

Certo dia, uma daquelas alunas fez um desabafo durante uma aula de montagem de saladas:

- Estou tão estressada hoje. Meu marido perdeu o emprego, há meses, e até hoje não arrumou nada. Fica só dentro de casa, implicando comigo, o tempo todo! Ô vida! (suspiro).

A professora do dia, uma senhorinha de bochechas rosadas e riso fácil, disse para ela:

- Sei muito bem do que você está falando, minha filha. Quando o meu marido aposentou-se foi um Deus nos acuda também. Até chorar eu chorava e passei a criticá-lo por isso, na frente de todo mundo. Porém, com o passar do tempo, percebi que as minhas críticas o tirava de casa, mas o levava para os botecos. Porém, antes que ele se tornasse um alcoólatra, eu mudei de tática e passei a elogiá-lo, principalmente na frente dos familiares e amigos. De lá pra cá, até hoje, graças a Deus, ele tem me ajudado em muitas coisas no lar. E melhor ainda: afastou-se definitivamente dos botecos e das bebidas.

E você costuma ouvir a voz da experiência? Uma boa leitura!

20/04/2017 - QUINTA-FEIRA

O QUE O TEMPO FAZ COM O AMOR?

O dia amanheceu pardo e, como era domingo, aquele casal cinquentão espreguiçou-se na cama para continuar aninhado ali por mais duas ou três horas, coisa que eles não faziam mais, quando os filhos deles ainda eram pequenos. Agora, porém, os meninos já estavam crescidos e o primogênito já nem morava mais com eles. Lá pelas dez horas, o marido, já sentindo alguma dor no corpo por ter ficado tantas horas seguidas deitado, virou-se de lado e levou o braço direito para envolver a mulher com o seu afetuoso abraço maternal de fim de semana. Durante a semana, aquele casal corre tanto que nem sobra tempo para essas pequenas e tão importantes demonstrações de afeto, no dia a dia. Porém, o que ele não esperava aconteceu: levou um brusco empurrão da mulher que se levantou, deixando-o sozinho na cama. De tão assustado com o solavanco, ele não teve nem reação. O dia passou rápido com um compromisso social noturno, onde o teatrinho de casal feliz, diante de parentes e amigos, não faltou. No fim de semana, sentados em um barzinho aconchegante com um casal de amigos mais íntimo, a mulher do empurrão matutino disparou a numerar variadas queixas sobre o marido. Ele apenas ouviu e ficou, novamente, sem reação, para não tornar o encontro mais constrangedor do que a esposa já o tinha tornado. Enquanto isso, ela continuava enumerando as falhas do marido:

- Esse é incapaz de esticar o tapete atoalhado no chão do banheiro, após tomar banho. Isso, sem falar na porta do box que ele sempre deixa aberta; da gaveta de escova de dentes que ele sempre deixa entreaberta; do papel higiênico que ele acaba e ele nunca repõe...

Quando ela esgotou o repertório com seus toques domésticos, o marido não agüentou mais e falou duro com olhar severo e fixo sobre ela:

- Ou!!! Será que você não enxerga mais nem uma só qualidade em mim? Tente aí: uma só para contar para os nossos amigos? Parece que o tempo fez desaparecer todas aquelas qualidades que você também enumera, no início do nosso relacionamento... Será que agora eu só tenho defeitos, que vão surgindo, assim, aos montes, a cada dia? Vai te catar!!!

E você, tem alguma fórmula para que um relacionamento não se desgaste tanto com o passar do tempo? Uma boa leitura!