Acervo de Notícias

30/09/2016 - NOTAS DO EDITOR

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NOTAS DO EDITOR

13/04/2017 - QUINTA-FEIRA

UM GRANDE E COLORIDO PiQUENIQUE, LINDO DE SE VER

No domingo, 26 de março, de manhã, um som muito alto e constante chegou à minha casa e, a princípio, pensei tratar-se de um som vindo de algum desses carros de jovens, rebaixados e com vidros escuros. Procurando de onde ele vinha, conclui que era som ao vivo, vindo da mata que rodeia a lagoa do Bariri IV. Fiquei curioso com aquilo e acabei fazendo uma pequena caminhada até o local e o que vi, realmente, me surpreendeu, porque, pela 1ª vez, vi algo assim na cidade. Centenas de jovens sentados no gramado - não havia cadeiras - assistindo a shows variados de pequenas bandas que se apresentavam em um pequeno palco. Não havia barracas de bebidas, nem de alimentação; cada um trouxe de casa algo para beber e comer como se fosse um grande e colorido piquenique. Apesar de também não ter tido um esquema de segurança montado, tudo funcionou de forma bem organizada com as pessoas escolhendo, por vontade própria, onde gostariam de se sentar. Acredite se quiser, mas não houve discussões, nem brigas. Havia algumas roupas artesanais à venda, penduradas em uma única arara, e alguns hippies argentinos vendendo produtos de artesanato expostos no gramado (colares, pulseiras, brincos, essas coisas.). Sobre os shows de música apresentados, houve bandas legais, principalmente as que apresentaram reggae e rock (Tabbu e Naativa), mas houve também algumas apresentações de rap, através de duelos de MCDs, chamando mulher de vadia, falando em assassinatos e encomenda de urnas funerárias; verdadeira apologia à violência. Mas também houve músicas socialmente bem engajadas que questionavam o governo federal, dizendo que a televisão só fala o que a gente não quer ouvir e perguntando para onde está indo o dinheiro que a gente paga, sem ter retorno de nada? Enfim, foi um evento de muito valor cultural urbano, principalmente porque não surgiu de cima para baixo, mas de baixo para cima, me lembrando dos eventos espontâneos que acontecem nas praças europeias, durante o verão. Indagando um e outro, em meio a uma ou outra fumacinha, fui informado que aquele evento se chamava Bang; que tinha sido organizado por uma moça chamada Tamiris Emanuele da Silva, mais conhecida como Tatá, residente no bairro São Cristovão; e que já era a 3ª edição (o 1° e o 2° foram realizados no ano passado, na praça do Santuário e no Cine Café, respectivamente. Desta vez, ela solicitou da prefeitura a devida autorização para realizar o evento ali, conseguindo deles também a montagem do som e do palco.

E você, também tem percebido essas mudanças de comportamento da juventude patafufa? Uma boa leitura!

06/04/2017 - QUINTA-FEIRA

ONDE ESTÁ A VERDADE SOBRE A TAL CARNE FRACA?

Não poucos leitores GP, principalmente leitoras, me indagaram pessoalmente, através de telefonemas ou pelas redes sociais, para saber se eu iria escrever alguma coisa sobre esse novo escândalo brasileiro: as carnes fracas. Não tinha pensado em escrever neste espaço, mas tinha solicitado à reportagem GP, durante a reunião semanal de pauta, uma enquete sobre o tema. Porém, diante disso, andei pesquisando e hoje resolvi escrever para tentar explicar, para quem ainda não sabe, o que realmente está se passando. Ao acompanhar mais de perto as notícias sobre o caso, li estarrecido que as exportações de carnes do Brasil – líder mundial em exportação de carnes suínas, de boi e de frangos - já haviam caído de R$ 63 milhões para R$ 74 mil em apenas um dia! Isso, porque os países consumidores de carne brasileira em geral levaram um grande susto e não era para menos. Apesar desse terrível corte na exportação de carnes do Brasil, vale informar que a tal carne fraca só é vendida e consumida no Brasil. Para fora, só são enviadas carne de 1ª como acontece com o nosso café. No mais, se essa carne fraca fosse exportada, geraria uma multa tão grande que levaria o frigorífico infrator à falência. Conclusão: nós, brasileiros, é que a estávamos consumindo. Na internet, ouvi até uma áudio que me pareceu infundado, onde uma mulher, que não fala um português muito correto, afirma que a tal carne fraca viria do chamado Boi Sequestro, animal que morre nas carretas, durante o traslado de um Estado para outro, rumo aos frigoríficos. Aí, alguns frigoríficos retirariam a carne dele e a jogariam em um tanque de agua quente misturada com um corante vermelho. Depois, como num passe de mágica, aquela carne apodrecida se tornaria avermelhada novamente, sendo levada para a Selovac, onde seria embalada a vácuo e levada para o consumo. Essa, como tantas outras publicações nas redes sociais não são nada confiáveis. Todos sabem disso. Como isso poderia acontecer com a Inspeção Federal sempre de olho? Pesquisando mais, aqui em Pará de Minas fui informado por fonte segura que o boi morto nessas viagens vai direto é para a Graxaria, onde é transformado - não em carne “fresca” - mas em ração para animais. Nada mais que isso.

Voltando ao assunto incial, apesar do prejuízo superar 130 milhões de dólares para o país, apenas 21 frigoríficos que produzem carnes para exportação estão sob investigação. Isso, sem falar que a China, principal importador de carnes brasileiras (1,75 bilhão de dólares, em 2016) já voltou a importar as nossas carnes, após o juiz federal Marcos Josegrei, responsável por essa importante operação, afirmar que não há comprovação de que a carne brasileira faça mal à saúde, uma vez que a investigação se concentra apenas no esquema de corrupção e não na qualidade dos produtos. 

Finalmente, leia agora o que disseram a ABPA - Associação Brasileira de Proteína Animal, e a ABIEC - Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carnes.

“Os eventuais desvios de conduta nas fábricas nacionais representam uma fração mínima da produção brasileira de proteína animal, devendo ser repudiados e combatidos. Porém, para as nossas entidades, a luta pela excelência em qualidade é contínua e não se pode contaminar a imagem do setor, em razão de exceções isoladas”, afirmam a ABPA e a ABIEC. 

E você, o que tem pensado sobre mais esse acontecimento negativo no Brasil? Uma boa leitura!  

EM TEMPO – Antes de ser publicado, o texto acima foi enviado tanto para as empresas locais Plena (carne bovina) como para a Adeel (carnes suínas). Veja agora, a resposta enviada pela Plena, através de seu gerente administrativo, Fernando Antônio de Souza Júnior, momentos antes desta edição seguir para a impressão. Não deixe de ler.

“A expressão Carne Fraca vem da operação deflagrada pela Polícia Federal, envolvendo denúncias de corrupção de uma minoria insignificante de agentes/veterinários (funcionários públicos federais) do Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Portanto, não se deve associar a qualidade de nossa carne à essa operação. Está sendo amplamente divulgada pelas mídias, mediante o aval e empenho do Ministério da Agricultura, durante alguns dias, provas de que a carne produzida e comercializada no mercado interno é a mesma que também é exportada. O que difere são alguns protocolos documentais nas habilitações dos frigoríficos para a exportação. Enfim, a carne brasileira é de excelência em qualidade, seja ela bovina, suína e de aves, não podendo deixar de enfatizar a eficiência da grande cadeia produtiva, onde a nossa região é destaque no Estado! Isso vale tanto para a carne produzida e comercializada no mercado interno como no externo!”, garante Fernando.

30/03/2017 - Quinta-Feira

O CAMINHO PERVERSO DAS PROIBIÇÕES

Quando o pai proibiu o namoro da filha de 16 anos, a mãe foi contra. Disse, irritada:

- Você está indo pelo pior caminho. Ela está totalmente apaixonada por este rapaz...

Ao ouvir isso, o marido ficou duas vezes mais irritado que ela e esbravejou:

- Esse moço não vale nada. A família dele não vale nada! É isso que você quer para a nossa única filha? Não vê que não há futuro nenhum nesta relação?

A mulher tentou amenizar:

- Eu não estou dizendo que você está errado. Estou dizendo apenas que proibir não é a solução. Estamos no século XXI e as coisas não são mais como na época de nossos pais...

Como o marido nada mais disse, a esposa concluiu que ele estaria fazendo uma reflexão e, talvez, até mudaria a sua 1ª conduta. Porém, à noite, quando a filha, pronta para sair para mais uma noite de sábado, ao despedir-se dos pais, ele falou em tom imperativo:

- Preciso falar com você!

Com lágrimas nos olhos, ela ouviu tudo que o pai lhe disse: que estava dizendo aquilo para o bem dela; que só estava pensando no futuro dela e por aí foi, mostrando todos os pontos fracos do namorado, bem como os da família dele... Madura para a sua idade, a filha, limpando as lágrimas com sua alva e delicada mão, falou para o pai:

- Tudo bem, mas você não falou sobre o que eu considero mais importante, em tudo isso. Eu amo o fulano! E não vou abrir mão do amor da minha vida para ter uma vida, como o senhor disse, confortável e segura, mas sem amor... 

Ao ouvir aquilo, aquele pai nunca mais disse uma só palavra a mais sobre esse assunto. Anos depois, já casada com aquele rapaz e mãe de dois filhos, o genro queixou-se para ele, durante uma festa familiar:

- Sua filha é meio cabeça dura. Só faz o que quer, nunca leva em consideração a minha opinião sobre qualquer assunto, inclusive sobre a educação dos nossos filhos...

O sogro aproveitou o momento para o seu vitorioso desabafo:

- Era de se esperar... Anos atrás, ao casar-se com você, ela foi contra o desejo o próprio pai. Acha que agora vai obedecer marido?

E você, o que pensa das proibições dos pais sobre as decisões de seus filhos, ainda que jovens? Uma boa leitura!

23/03/2017 - QUINTA-FEITA

O AMOR, O TEMPO E A MORTE

Com olhos da cor de azeitonas verdes, o homem de meia idade resolveu, enfim, procurar a conhecida e tão bem falada vidente. Até então, tinha resistido, sempre dizendo para si mesmo que premonições não passavam de uma grande bobagem. Viajou sozinho longas horas até chegar a um belo sítio, onde a vidente atendia seus clientes. A fila era enorme e, enquanto esperava a sua vez, leu inteiro o livro que tinha levado a tiracolo com relatos - fictícios ou não – sobre vida após a morte. Ao encerrar aquela leitura fácil, observou que estava perto de ser chamado, pois a sala já estava quase vazia. Quando anunciaram o seu nome, ele foi conduzido à uma sala pequena, bem simples. Em uma cadeira antiga, no canto da sala, ele viu uma mulher pequena com muitas rugas no rosto. Ela o convidou para sentar-se em uma cadeira igual, à frente dela. Ele sentou-se e ela perguntou-lhe:

- O que te traz aqui, meu filho, além desse grande sofrimento em seus olhos?

O homem emocionou-se, trazendo à tona um grande ressentimento, em forma de lágrimas que não escorreram por sua face, mas mergulharam seus olhos, avermelhando-os. Ele respondeu:

- Perdi a pessoa que eu mais amava... Não quero viver mais...

A mulher continuou como não tivesse ouvido a sua dura queixa:

- A vida está alicerçada no seguinte triplé: amor, tempo e morte.

O homem continuou:

- O tempo foi ingrato comigo e a furtou de mim. Muito cedo, cedo demais!

- Essa decisão não é sua! Quem decide o nosso tempo nesta vida terrena é a morte.

- Odeio a morte!

- Não há como fugir... É inevitável! Todos nós – um a um – passaremos pelo tripé amor, tempo e morte. Tenha fé e aceite isso...

E você, acha que esta vida se resume a isso apenas? Uma boa leitura!

16/03/2017 - QUINTA-FEITA

PARTES PERMITIDAS E PROIBIDAS EM UM SÓ CORPO

Totalmente fora da correria desenfreada deste mundo whatsApp, o psicólogo estranhou, quando a garota de 16 anos falou de seu recente e 1° namoro. Disse ela, totalmente retrô, para o mundo atual:

- Acho estranho o fulano... Ele ficou tentando me tocar em certas partes...

O psicólogo que, como os outros, nunca conclui nada e só fica ouvindo e analisando, admirou-se:

- Certas partes?

- É, você sabe...

O psicólogo, mais uma vez, nada concluiu e insistiu em puxar a fala da jovem cliente:

- Você poderia ser mais precisa?

A menina, um pouco irritada:

- Namorado não pega na mão? Não põe a mão na perna da gente? Não passa a mão no rosto, nos cabelos...?

- Claro que passa... Mas que outras partes seriam essas?

A garota continuou como se não tivesse ouvido a pergunta:

- Passa na cintura, nos seios, no bumbum... Mas há certas partes que eu acho muito estranho... E não pense que eu estou só falando só pra você, porque, antes de tudo e de todos, eu falei diretamente para ele: Aqui não!!!

O psicólogo tentou avançar um pouco mais:

- E o que ele disse?

- Nada, mas parece que ele levou susto, porque falou: Como assim?!

O psicólogo corrigiu o corpo na cadeira, empinou-se para a frente, aproximou-se bem da adolescente e questionou:

- Que parte seria essa, por favor...

- A minha periquita!

Ele riu:

- A vagina? Olhe aqui, entenda, de uma vez por todas, uma coisa: o nosso corpo é uma coisa só. Não existe partes permitidas e proibidas. É tudo igual! Boca, mãos, pés, barriga, seios, anus e vagina são partes inseparáveis de um corpo só. Quando você nega uma parte qualquer dele acaba rompendo o importante ciclo da sexualidade... 

E você, também acha que o corpo tem que todas as partes do corpo têm de ser vistas como um todo? Uma boa leitura!

09/03/2017 - QUINTA-FEIRA

EXISTE OU NÃO EXISTE FILHO PREFERIDO?

Era uma recepção grandiosa no número de convidados, como também na qualidade exuberante da decoração e buffet contratados. A noiva era de uma elegância singular e não precisou de muito adereço para se transformar em uma verdadeira princesa. Usou vestido palha, solto e colocou sobre os cabelos soltos pequenos cristais transparentes. Nada de véu nem de cauda. Na mão direita, poucas e pequenas flores; as preferidas de seu saudoso pai. O noivo não a perdeu de vista, durante a sua entrada no verde jardim da pousada. Carregou, o tempo todo, um sorriso de admiração, diante de tanta beleza. Quando um único violino tocou uma das singelas músicas clássicas de Bach, ela entrou sozinha pelo tapete de espelho. Tão linda de se ver que os convidados, só parentes e amigos especiais, calaram-se de emoção. O noivo chorou, não de tristeza, mas de ver ali a perfeição de uma criação de Deus. Na lua de mel, mergulhada nas azuladas águas do Caribe, ele disse para ela:

- Parece mentira que você é minha esposa! Sou tão pouco pra você...

Ela, após beijá-lo:

- Sabe o que a sua mãe me disse, durante a recepção? Que eu me casei com o melhor dos 4 filhos dela.

O tempo passou e, certo dia, durante um almoço de domingo na casa da mãe daquele noivo, ele confidenciou para os dois irmãos e a irmã, casados também, quando sua mãe ausentou-se da sala de jantar:

- Sempre achei, a vida inteira, que o filho preferido da mamãe fosse a fulana. Porém – tchan, tchan, tchan – ela disse para a fulana, no dia do nosso casamento, que eu é quem sou o preferido.

Os três riram muito e a irmã comentou:

- Ela falou a mesma coisa com os nossos escolhidos, após os nossos casamentos! (Mais risos)

O moço que havia se casado por último também riu, dizendo:

- Não acredito nisso! Mas, convenhamos, isso é a cara de nossa super-mãe! Ela é uma peça!

E você, acha que alguma mãe consegue amar seus filhos com intensidade diferenciada? Uma boa leitura!

03/03/2017 - SEXTA-FEIRA

QUANDO A RESPOSTA BOA VIVE NA PONTA DA LÍNGUA 

Após assistir a excelente série inglesa The Crown (A Coroa), pelo Net Flix, chamou minha atenção, além da atriz que interpretou a, então jovem, rainha Elizabeth, as ações do, também então, 1º ministro inglês Winston Churchill (1897/1977), na condução da rainha de apenas 26 anos, no reinado da Inglaterra. Semanas depois, aconteceu uma grande coincidência, quando um velho amigo me enviou pelo whatsApp um trecho filmado de uma das aberturas do extinto Programa do Gordo (Rede Globo) que eu, sempre que podia, acompanhava e adorava.  Disse Jô Soares:

- Em seu correto posicionamento no comando à resistência contra o Nazismo, na 2ª Guerra Mundial, Churchill fez história por sua atuação política e também por seu senso de humor. Vou dar alguns exemplos: 1) Quando Churchill fez 79 anos, um repórter com menos de 30, após fotografá-lo, falou:

- Senhor Winston, espero fotografá-lo nos seus 90 anos.

Churchill olhou para ele e respondeu:

- Por que não? Você me parece bastante saudável! (Rsss).

2) Em outra vez, George Bernard Shaw (1856/1950), maior dramaturgo inglês daquela época, estreou a sua peça Pigmaleão que depois serviu de base para a comédia musical My Fair Lady (Minha Querida Dama), enviou um telegrama convidando Churchill, de forma debochada, para a estreia, com o seguinte texto:

- Tenho o prazer e a honra de convidar o digno 1º ministro para a 1ª apresentação da minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo... se tiver!

Churchill respondeu com outro telegrama:

- Agradeço ao ilustre escritor por convite tão honroso. Infelizmente, não poderei comparecer à 1ª apresentação, mas irei à 2ª... se tiver! (Rsss).

Durante a 2ª Guerra Mundial, o careta general Bernard Montgomery, que era mais vaidoso do que eficiente, estava sendo homenageado por ter derrotado o marechal Erwin Rommel, na batalha da África. Em seu discurso de agradecimento, Montgomery disse o seguinte:

- Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói!

Churchill, ao ouvir aquilo, comentou com um amigo do lado:

- Engraçado, eu fumo, bebo, prevarico (não cumpre ordens) e sou chefe dele! (Rsss).

Mas a melhor tirada do Churchill aconteceu numa discussão dele com Nancy Astor, 1ª mulher eleita para o parlamento inglês. Era, inclusive, amiga dele e ajudou a elegê-lo 1º ministro, pela 1ª vez. Irritada, ela lhe disse:

- Se você fosse meu marido eu colocava veneno no seu café!

Churchill respondeu à queima roupa:

- Se eu fosse seu marido, tomava! (Rsss).

E você, também tem sempre respostas boas assim, na ponta da língua? Uma boa leitura!

23/02/2017 - QUINTA-FEIRA

AGRESSÃO PÚBLICA COM PEDIDO RESERVADO DE DESCULPA?

Há pessoas que, imaturas, se julgam mais espertas que todas as outras. Pior que isso: acreditam, piamente, que ninguém percebe as suas espertezas. Recentemente, na noite patafufa, ouvi duas jovens mulheres conversando sobre uma jovem e inconstante empresária da cidade. A de faixa na testa começou o assunto:

- Aquele mulherzinha se julga a mandachuva da cidade, mas não vê que está cavando a sua própria sepultura, a passos largos.

A moça com enormes e modernos óculos de grau atiçou o assunto:

- Vai, me conta! O que ela aprontou, desta vez?

- Aquilo que ela faz sempre: usa a internet para agredir as pessoas. Só que desta vez eu fui mais esperta. Procurei um advogado e mostrei tudo que ela escreveu sobre mim. Ela leu e, estarrecido, me disse que eu imprimisse tudo para abrir um processo por danos morais. Me garantiu que ela vai precisar preparar o lombo, porque os açoites vão ser bravos, desta vez (riso).

A mulher de óculos perguntou, interessadíssima na desgraça da mal falada empresária:

- Jura que você abriu um processo contra ela? Não mereço isso! Bom demaiiiis pra ser verdade! (riso).

- A advogada está preparando a acusação com cautela para eu realmente sair vencedora. Mas aconteceu um probleminha...

- O que foi?

- Não sei quem, nem como, mas a notícia vazou e chegou aos ouvidos daquela jararaca. Aí, ela ligou para mim, na maior cara de pau, fingindo amizade e me pediu desculpas, dizendo que arrependeu demais e que já tinha até retirado tudo que ela havia colocado no ar.

- Não acredito! E você, perdoou?

- Imagina! Ela me fez agressões pú-bli-ca e agora vem me pedir desculpa no re-ser-va-do? Falei pra ela: É, “bebé”? Tomar na cara você não “qué”?

E você, também acha que a desculpa tem de ser pedida da mesma forma que foi feita a agressão? Uma boa leitura!

16/02/2017 - QUINTA-FEIRA

HORA DE TRANSFORMAR O AMOR, DE SENTIMENTO EM GESTOS 

A secretária do lar chegou bem cedo ao posto de atendimento médico de seu bairro com o olhar cansado como acontece todo dia, após encerrar mais um pesado turno de 8 horas trabalho. Não demorou a ser atendida e suspirou aliviada. Disse para a mulher grávida, sentada ao seu lado:

- Milagre! Da última vez que estive aqui, tive de esperar mais de uma hora!

- Pois é e ainda falam que existe uma lei que a gente não pode ficar na fila por mais de dez minutos (risos).

Já dentro do consultório, falou para a jovem médica que a atendia: 

- Preciso parar de dar mamá para a minha filha e não estou tendo coragem...  (suspiro)

- Ela está com quantos meses? 

- Já está grande... Dois anos e três meses!

A médica, após o susto, perguntou:

- A que horas você está dando a ela as mamadas?

- Só à noite, na hora de dormir, porque eu fico fora o dia inteiro. Se ela acordar chorando, de madrugada, dou também.

- Olha aqui, preste atenção: devemos amamentar um bebê até seis meses. Até um, no máximo. Depois, isso é prejudicial, tanto para a mãe como para o filho, porque o leite já não tem mais proteínas... É como se fosse água. Gostaria que você interrompesse, então,  imediatamente. Não faz sentido! Deu para entender? 

A mulher, entre lágrimas: 

- Coitadinha da Joice Lúcia! Vai sentir demais! Já fica o dia inteiro na creche, sem me ver, e agora vou ter de acabar com esse momento tão gostoso entre nós duas...

- Está vendo o que você está dizendo? Momento de nós duas... Talvez, ela nem sofra tanto como você. Parece que você está confundindo carinho com amamentação. Você pode chegar em casa, trocar o peito por um abraço bem apertado e vários beijinhos, toda noite, e preparar algo gostoso e nutritivo para ela tomar, antes de dormir. É só você conseguir dar a ela outros tipos de carinhos que ela não vai sentir falta de nada...

E você, sabe transformar o amor, de sentimento em gestos? Uma boa leitura!  

09/02/2017 - QUINTA-FEIRA

NEM JOÃOZINHO, NEM MARIA E NEM SÓ GAY

Tarde de noite, na saída do mega espaço de realização de multieventos, a grande plateia que esgotou os ingressos trinta dias antes daquele show de MPB - Música Popular Brasileira acontecer, estava em polvorosa. Observando os rostos de todos, podia ver expressões similares, algo entre perplexidade e grande admiração. Observando mais, viam-se os cortes e cores extravagantes dos cabelos, os brincos, as tatuagens e os vestuários tão modernos. Via-se até que aquela garotada não se dividia mais em dois gêneros radicalmente separadas como no tempo dos programas globais da Xuxa: Meninos versus Meninas! Aquelas trupes já estavam muito além disso, confundindo os menos observadores que já não sabiam se o que eles acabaram de ver passar era um menino, uma menina ou nenhum dos dois. Aquela galera cheirosa e bem vestida ficou eletrizada com o show que tinham acabado de assistir do pernambucano de Recife, Johnny Hooker, 29 anos. Como um grande astro da música, ele não apenas cantou, mas dançou e rebolou, bastante andrógino, mas com visual masculino de latino lover: cabelos longos, bigode e barba cerrada. Mas também, como sempre faz, não dispensou sombra, rimel, blush, unhas longas, esmalte, colares e roupas brilhantes. A plateia se identificou, porque sentiram que ali poderiam ser quem eles realmente são, numa explosão de autenticidade e alegria. Claro que não faltaram beijos, abraços e mãos dadas de Joãozinho com Maria, Maria com Joãozinho, Joãozinho com Joãozinho, Maria com Maria e outras dezenas de opções de gêneros, ainda nem tão conhecidas. Aquele show trouxe à mente de homem das letras algo que ele ouviu em um Grande Papo, realizado por esta GAZETA, 15 anos antes, quando ele citou uma fala da psicanalista e escritora Regina Navarro. Algo assim: 

- Num futuro muito próximo, as duas linhas de gênero (masculino e feminino) iriam começar a ruir, a entrar uma na outra. E, daí em diante, a roda do mundo vai girar para a frente, em questão de direitos, de cuidados com a comunidade gay do mundo inteiro”...

E você, também tem observado e respeitado essa ampliação de gênero, ao andar pelas ruas da cidade? Uma boa leitura!

02/02/2017 - QUINTA-FEIRA

APENAS UMA CARTINHA, MAS COM DESTINOS VARIADÍSSIMOS

A fisioterapeuta de cabelos tintos, na véspera do Natal, recebeu um envelope em sua caixa de Correios. Saindo de manhã, apressada, não só por causa do trabalho, mas também pelas compras de fim de ano que ainda tinha de fazer, parou ao ver aquele envelope escrito com letrinhas infantis, nas cores verde e vermelho:

- Querido Papai Noel!

Abriu e leu o conteúdo, escrito com lápis preto em meia folha de caderno de espiral:

- Meu nome é Joana, tenho 9 anos e neste Natal quero ganhar sapatilhas vermelhas, número 32, um conjunto de roupas e botas de cano alto, de saltinhos. Moro na rua Y, número X, no bairro Z.

A fisioterapeuta riu do pedido um pouco excessivo daquela garotinha, com certeza, carente. Guardou o envelope em sua bolsa, ligou o carro e partiu para o trabalho. Durante o dia inteiro, se lembrava do que tinha lido. No fim do dia, já tinha concluído que compraria pelo menos um dos três itens solicitado pela menina. Pensava:

- Os três não, de jeito nenhum! Essa menina perdeu a noção! Nem sei quem ela é... Aproveitando o horário especial do comércio daqueles dias de Natal, foi às compras e, no caminho, entrou em uma loja de roupas infantis. Optou por comprar as sapatilhas vermelhas. Porém, na hora de pagar, decidiu levar uma camiseta e um shortinho jeans. E, quando já estava saindo da loja, deu meia volta e, num ímpeto, comprou também as botinhas de cano alto com saltinhos. Saiu da loja alegre e, mais tarde, dirigiu-se, para o endereço do bairro periférico. Seu coração chegou a disparar, quando ela chegou à porta da casa da menina carente. Ao descer do carro, uma vizinha aproximou-se dela e falou baixinho: 

- Olha, dona, eu não tenho nada com isso não, mas se a senhora também veio trazer sapatilhas vermelhas para a Joana é bom saber que ela já recebeu, só hoje, umas quatro visitas com esses presentes... Isso que eu vi, tá?

Ao ouvir aquilo, a fisioterapeuta entrou no carro novamente com todos os presentes, deu partida no carro e saiu dali bastante chateada...

E você, já caiu num desses contos de cartinhas de Natal? Uma boa leitura!

26/01/2017 - QUINTA-FEIRA

O DINHEIRO, O PODER E O RABO PRESO... DE QUEM DEIXA

Há muitos e muitos anos, quando um profissional tomou posse em um importante cargo, na pequena cidade, falou-se muito no dinamismo, na nova visão administrativa que ele daria àquela indústria. Eram tantos os seus fiéis seguidores que eles conseguiram influenciar a maioria de seus conterrâneos. A coisa ficou tão festivamente avolumada que - como não poderia deixar de ser nesses casos - quem acabou sentando-se naquela disputada e honrosa cadeira não foi o profissional empossado, mas a sua arrogância. E foi tanta que na cadeira de cada gestor escolhido por ele sentaram-se também as arrogâncias deles. Naqueles efusivos dias, aquele profissional acabou se esquecendo de um detalhe muito importante, diria crucial. Ao invés de nomear a competência de seus escolhidos, nomeou a amizade e fez questão, durante longo tempo, de não dar a mínima satisfação a nada, absolutamente nada do que a maioria das pessoas estava lhe dizendo. Certo dia, um de seus fiéis escudeiros ouviu, em sua grande sala, ele dizer algo que o incomodou bastante. Isso, porque ele falou mal, muito mal de um outro grande amigo dele. Ao sair daquela reunião, na hora do almoço, em plena 2ª feira, o fiel escudeiro entrou no 1° boteco que viu pela frente e pediu um latão de cerveja. Depois, outro. Pediu o 3°, pagou a conta e, adquirido o ânimo que precisava, foi de encontro ao outro amigo, em sua empresa. Chegando lá, o abraçou e revelou à queima roupa:

- Olha, estive com o fulano agora e não gostei do que ele falou de você. Veja que situação: gosto muito de você, mas gosto demais dele também... Ele disse, nessa 1ª reunião que tivemos, que se depender dele sua empresa não terá vez na nossa indústria, como fornecedor, enquanto ele estiver nesse importante cargo. Já imaginou se ele ficar lá pelo resto da vida?

 O empresário olhou firme e profundamente nos olhos do velho amigo, ao dizer:

- Não se preocupe comigo, nem sofra com isso, porque não é a 1ª vez que viverei situação parecida com esta. Os anos passam num piscar de olhos e, quando vermos, ele já não estará mais naquela cadeira. Diferentemente da minha empresa que continuará aqui, firme e forte, com a graça de Deus, trabalhando sem parar. Anote e depois me fale!

E você, tem o mau hábito de depender da desonesta troca de favores? Uma boa leitura!

19/01/2017 - QUINTA-FEIRA

MÃES E BEBÊS: SOLIDÃO, EXCLUSÃO OU DOAÇÃO?

Não eram oito horas, quando três jovens mães, acompanhadas de seus filhos com mais de um ano, chegaram na bela praia, ainda vazia. Tiraram do carro alaranjado uma tralha de coisas: piscininha, cadeiras espreguiçadeiras, bonequinhas, carrinhos baldinhos, patinhos, protetores solares, toalhas, mamadeiras, bicos, pazinhas, etc. Quando conseguiram colocar os três filhos na piscininha que elas mesmas montaram, levantaram-se juntas e tiraram suas cangas, apresentando corpos malhados. Sentaram-se nas espreguiçadeiras e começaram a conversar, animadamente, rindo muito, mas sem que nenhuma delas tirasse os olhos dos pimpolhos. Vez por outra, socorriam um que escorregava, tombando o corpinho sobre a água; ou outro que batia a mãozinha no rosto do coleguinha, fazendo-o chorar. Foi ali, naquela cena tão caseira, apesar de ter como fundo a imensidão do mar azul claro, que a mulher de biquini azul falou: 

- Gente, pelo amor de Deus, quando eu me engravidei, nunca pensei que o trabalho com um bebê fosse tanto... 

A de biquini preto aderiu logo ao comentário da amiga:

- Eu também não. Vivo exausta!

A de biquini alaranjado ponderou: 

- Tem de ter babá, gente! Ajuda demais! Não sei onde vocês estão com as cabeças. Nos dias de hoje criar filhos sozinhas, até chegar a hora de ir para o maternal? Onde já se viu isso?

Disse a de biquini azul, esfregando os dedo indicador no polegar:

- Não é opção, meu amor. A questão é outra: la plata.

A de biquini preto concordou novamente:

- Idem, idem. Sabe como eu definiria este momento da minha vida? De solitário! Vivo sozinha, longe de todo mundo, rodeada de afazeres domésticos.

- Sei exatamente o que você está dizendo e sentindo, mas não daria o mesmo nome. Achei solitário meio pesado demais... Diria, talvez, período temporário de exclusão.

Vendo o cansaço de suas amigas sem babás, a mulher de biquini alaranjado tentou amenizar: 

- Gente, vamos parar com isso? O que vocês estão precisando é de um tempo para vocês mesmas. Vocês estão perdendo a oportunidade de viverem, sem estresse, este momento lindo que é ter um filho e vê-lo crescer saudável e feliz. Com babás, vocês trocariam os termos solidão e exclusão por outro muito melhor: doação!  

E você, como vê e sente essa fase da vida, de absoluta entrega a um ser tão frágil e dependente? Uma boa leitura! 

12/01/2017 - QUINTA-FEIRA

SINAL DOS TEMPOS ATRAVÉS DOS CARTÕES DE FIM DE ANO

Como todo ano acontece, queridas empresas enviaram belos e criativos cartões de boas festas para a Equipe GP. Vale registrar que a maioria deles chegou ao jornal via online, tendência que já vinha acontecendo, de uns anos para cá. Sinal dos tempos. Mas o importante mesmo é que o texto e o visual continuam os mesmos, transmitindo coisas boas a todos, principalmente muitas alegrias e paz entre os homens.

A GAZETA agradece, em ordem alfabética: Academia Dez a Zero Fitness (Igaratinga/MG), Agência de Publicidade Kolombo (São Paulo/SP), Agência Treis Marketing Digital, Algar Telecom, Alta Vista Residência, Ascipam, Associação Mineira de Municípios (BH/MG), AV Comunicação (BH/MG), Barroso & França Advocacia (BH/MG), Bidon Corretora de Seguros (BH/MG), deputado federal Eduardo Barbosa, DP Espaço de Psicologia e Pediatria, Dr. Hudson Lázaro Cirurgia Plástica, Dra. Vanessa Silveira Odontologia Estética, DrogaRede, Empório Gaya, EPR Comunicação Corporativa, Farmácia Cruzeiro, Green Urbanismo, Indepominas (BH/MG), Nossa Senhora das Produções (BH/MG), Oliveira Rocha & Fulgêncio Gontijo Advogados Associados, Patafufo Country Club, Physio Active, Prefeitura de Onça de Pitangui/MG, Publique, Same Acabamentos e Hidráulico, Scala Corretora de Seguros, Sempre Editora, Sicoob Ascicred, Supermercado ABC, Supermercado Panelão e Thiago Contage, superintendente das Águas de Pará de Minas. Obrigado a todos!

E você, também gosta de receber mensagens de Natal? Uma boa leitura

05/01/2017 - QUINTA-FEIRA

FOCADO NO SUCESSO. RESTA SABER DE QUEM

Na lanchonete, onde o desfocado rapaz tinha sido, até pouco tempo atrás, um dos proprietários, a moçada, altas horas da noite, tomou conta dos altos banquinhos coloridos. Fim de noite de mais um sábado alucinante, eles agora tentavam voltar à dura vida real, bebendo Coca Cola e comendo sanduíches nada lights, antes de retornarem para a casa de seus pais. O rapaz de dentes claros e lábios vermelhos elogiou o outro sócio-proprietário, agora dono único da lanchonete: 

- Nó, no tempo do fulano os sanduíches daqui não eram tão bons assim. Cara, o que você mudou na receita?

- Obrigado, mas é segredo! (riso) 

A moça de cabelos vermelhos comentou:

- Meu pai falou que o fulano (o ex-sócio-proprietário) não dura muito com nenhum de seus projetos empresariais. Vive pulando de galho em galho. Quando viu alguém ganhando dinheiro com lanchonete, abriu esta. Depois, desistiu, porque viu alguém ganhando dinheiro com gráfica. Abriu também, mas agora já partiu para outro negócio: realizador de eventos. Daqui um tempo, desiste também (risos). 

Disse a moça morena com cabelos mega louros:

- Tenho vontade de saber o que os outros realizadores de eventos da cidade estão vendo isso?  

O moço com enormes alargadores nas orelhas profetizou: 

- Não estão nem aí, porque sabem que, daqui a pouco, ele vai querer ser é o prefeito desta Terra do Frango (muitos risos). 

A moça negra de sorriso de marfim adiantou o futuro do desfocado rapaz:

- E depois será deputado estadual, federal e, finalmente, presidente desta República das Bananas (gargalhadas).

E você, o que pensa das investidas daqueles que querem tomar o lugar de quem está no sol? Uma boa leitura e só alegrias em 2017!

29/12/2016 - QUINTA-FEIRA

ATÉ A IGREJA JÁ ESTÁ QUESTIONANDO A VIRGINDADE DE MARIA (3)

Ao deitar-se na maca do profissional que o atendia, o homem das letras respirou profundamente, como se agradecesse por aquele momento só seu, longe da canseira do seu dia a dia de trabalho. Uma vez por mês, a partir de agora, ele terá perpetuado aquele momento de relaxamento com atendimento personalizado para cuidar de uma coisa essencial, pelo menos para os orientais: os pés. O podólogo que o atendeu, explicou que pelas plantas dos pés é possível diagnosticar variadas doenças. Explicou, apalpando com as duas mãos enluvadas o seu pé direito, e dando nele leves toque com uma pequena espátula:

- O toque pode refletir em seu corpo uma possível deficiência renal. Já aqui, doenças cardíacas...

E assim mostrou ao novo cliente algumas possibilidades de se prevenir contra doenças mais graves. Depois, durante um delicioso tratamento dado às suas unhas e pés, foi falando outras coisas, inclusive sobre alguns textos publicados pelo homem das letras. Certa hora, questionou:

- Vi o que você escreveu sobre a (não) virgindade de Maria e a derrubada da velha matriz desta cidade. Vi, inclusive, que houve quem não gostasse do que leu...

- Pois é, escrevi sobre algo que está acontecendo em Roma/Itália, através de sérios estudos de linguística, feitos por um padre francês. Não foi invenção da minha cabeça... Ou seja, não foi uma opinião ou crônica; foi um relato sobre um fato real e gostar ou não é um direito de cada leitor(a), mas eu publico sempre a opinião deles também. Como aconteceu neste caso. Quando estou escrevendo só passa uma coisa pela minha cabeça: registrar as minhas impressões, boas ou más, sobre algo que li, vivi ou ouvi. E sempre de maneira fria - como convém a todo jornalista - tentando me distanciar, ao máximo, do fato. E, na maioria das vezes, faço isso de maneira bem humorada, sem a intenção de magoar quem quer que seja. 

E você, como recebe os textos que publico aqui e também na GAZETA online/Notas do Editor (www.gazetaparaminense.com.br)?  

Uma boa leitura e um Natal com muitas alegrias!

22/12/2016 - QUINTA-FEIRA

O ATENDIMENTO HOSPITALAR, OS ATESTADOS MÉDICOS E A MENTE HUMANA 

Recentemente, um jovem empresário precisou de serviços hospitalares. Como era fim de semana, imaginou encontrar o local cheio de gente à espera, naquelas intermináveis filas. Isso, sem falar na irritação geral, tanto dos atendentes como dos médicos e, principalmente, dos pacientes. Afinal, tirando as maternidades, hospitais são locais que as pessoas procuram por estarem com algum problema de saúde. Ou seja, como em uma delegacia, é lugar de grande tensão. Sempre! Em hospitais, então, a coisa é ainda mais complicada, já que há sangue, desmaios, acidentes graves, etc.. Ninguém procura um pronto socorro para levar notícia boa. Pior que isso, chega ali, normalmente, apavorado, assustado e querendo receber atendimento imediato. E por ser lugar de grande aglomerado de pessoas, esse atendimento é, naturalmente, demorado. E a coisa pega, quando os enfermeiros vão classificar os atendimentos, através de 3 fitas coloridas, informando que há casos de menor gravidade (fita verde), média gravidade (amarela) e maior gravidade (fita vermelha). Eles tentam explicar que os casos mais urgentes, ainda que não estivessem na fila, precisam ser atendidos 1º, mas ninguém quer entender essa prioridade da dor do outro ser maior que a dele. Nessa hora, pouco adianta os constantes treinamentos recebidos para que o pessoal da recepção hospitalar atenda até os pacientes nervosos como se fossem eles mesmos. De tanto ouvirem pacientes gritando e fazendo gestos irritados, os atendentes acabam fechando as suas caras, porque eles, realmente, se sentem muito maltratados, pouco entendidos e injustiçados. Talvez, por isso tentam manter uma boa distância de todo paciente, na intenção de não serem agredidos, dia e noite sem parar. Aí, a coisa, ao invés de melhorar piora ainda mais com os pacientes dizendo que eles são pessoas que não servem para recepcionar ninguém, por serem malcriadas e sem educação...

 Porém naquele fim de semana, aquele jovem empresário encontrou um hospital com muito menos pacientes do que imaginava, sendo rapidamente atendido. Por sinal, muito bem atendido. Ao deixar o local, ele comentou com a enfermeira chefe:

- Engraçado, achei que nos fins de semana o pronto socorro ficasse mais cheio de gente que no meio de semana, mas está quase vazio.

- Não! Fim de semana é sempre muito tranquilo. Ninguém quer adoecer no fim de semana, dias do crime! (riso). Em compensação, no início da semana, o bicho pega. Uma loucura! Todo mundo pedindo atestados médicos, na maioria das vezes sem precisar... (mais riso).

E você, consegue entender a mente humana, quando ela tem comportamentos assim? Uma boa leitura!

15/12/2016 - Quinta-feira 

NÃO ESTOU AQUI, MAS TE ESPERO LÁ! 

A mulher agonizante estava bem amparada por uma risonha cuidadora da família que nunca dava suspiros, nem quando sua cliente, após as refeições, costumava vomitar sobre o alvo lençol. Resignada, naquela noite ela recolheu as roupas da cama e, agachada, limpou o assoalho emadeirado do quarto com uma toalha de chão. Depois, falando mansamente frases positivas, trocava a camisola daquela doente terminal que conseguia, ainda, ensaiar um sorriso amarelo com seus lábios secos e trincados. Sob os olhos azeitonados e lânguidos, olheiras profundas. Quando estava quase acabando o impagável trabalho de limpeza, a campainha soou. A mulher moribunda falou para a cuidadora:

- Deve ser a Margarida! Está na hora de ela chegar. Essa não atrasa nunca!

A tal Margarida, amiga de longa data e comadre, toda 6ª feira reservava em torno de uma hora em sua agenda agitada para visitar a amiga enferma. Sempre no cair da tarde. Ao entrar no quarto já limpo, a cuidadora retirou-se, porque já sabia que esse era o desejo de sua cliente. Margarida aproximou-se da cama, passou, lentamente, a mão direita sobre o lado direito da face da amiga e disse:

- Como você está, Clotilde?

Ela respondeu sem cerimônia:

- Esperando ela chegar...

- Todos nós estamos esperando por ela... Cada um no seu tempo. Posso morrer aqui agora e você me enterrar amanhã...

- Deixa disso! Balela! Queria lhe pedir um favor. Depois que eu morrer, gostaria que você pedisse para a minha família para colocar uma frase no meu túmulo!

A amiga sorriu um pouco nervosa e disse, em tom de zombaria:

- Já sei: Vou para Deus, mas não me esquecerei daqueles que amei na Terra!

- Não, credo! Estou falando sério! Quero que você coloque na minha lápide a frase que está escrita neste papelzinho que você só irá abrir, depois que eu me for. E não mude nada, tem de ser jeito que eu escrevi aí, ok?

Depois de rir, nervosamente, a amiga disse:

- Sabe o que o poeta gaúcho, Mário Quintana, pediu para colocarem na lápide dele? Não Estou Aqui! E eles colocaram (risos).

A amiga pegou o bilhetinho dobrado e grampeado e guardou em sua bolsa. Dias depois, a grande amiga partiu. Após o triste velório, Margarida chegou em casa, tomou um bom banho e, sentada em sua cama de viúva, abriu o tal bilhetinho e viu a frase escrita a mão pela amiga.

- Te espero lá!

E você, já viu frases mais realistas que essas para definir a inevitável morte? Uma boa leitura!

09/12/2016-Sexta-feira

COMEMORAR A VIDA É MUIIIIITO BOM!

No dia do meu aniversário, recebi tantas mensagens de carinho... Porém, por uma questão de espaço, vou citar aqui apenas uma delas, vinda da jornalista e co-fundadora desta GAZETA, minha querida amiga Lígia Muniz. Ela descreveu, de forma diferente, aquilo que a maioria salientou. Confira.

“A alegria no coração é vida para o homem”! Querido amigo Bié, quando li essa citação bíblica lembrei-me de você. Mesmo nos momentos difíceis da vida, vejo você levando alegria para sua família, amigos e todos que convivem com você. Continue assim, por favor...

Obrigado a todos, aqui citados em ordem alfabética: Abel, Adilson, Adriana Aquino, médica Adriana Gomes, Adriana Marinho, Adriana Souza, Aída, Aires, Aldenize, Alessandra, Alessandro Melgaço, Alex, Alexandre Carvalho, Alexandre Dutra, Alexandre Grassi, Alexsandra, Alfredo, Algar Telecom, Alisson, Ana Amélia, Ana Aurora, Ana Campos, Ana Claúdia, Ana Maria Mendes, Ana Maria Pimenta, Ana Marushia, Ana Paula, Anderson, André Batista, André Silva, Andréa Azevedo, Andréa Marinho, Andreia, Ângela, Anielle, Antônio Fernandes, Antônio Gottschalg, Antônio Villaça, Antônio Lage, Arlene, Armando, Áthila, Aurora, Beatriz Aguiar, Beatriz Mendes, Beatriz Lopes, Bete Melo, Beth Fiuza, Bianca Andrade, Bianca Lage, Breno Menezes, Breno Barbosa, Bruno Basso, Bruno Matoso, Bruno Alvarenga, Cacá Laurentys, Camila, Carlitos, Carlos Aloísio, Carmen Lúcia, Carol, Cássia Camargos, Cássia Lemos, Cássio, Cecília Assunção, Cecília Ribeiro, Célia, Celma Andrade, Celma Camargos, Cida Mendonça, Cida Souza, Cilena, Cisinha, Clarissa, Cláudia Fonseca, Cláudia Lage, Cláudia Teixeira, Cláudio, Cléria, Clínica Dra. Milena, Clínica Vanessa Silveira, Clotilde, Corina, Conquiste Mpe, Creuza, Cristiano, Damiana, Daniel, Daniela Cecílio, Daniela Jeunon, Daniela Junqueira, Daniela Maria, Daniele Duarte, Danilo, Dante, David, Dayane, Dazinha, Débora Amorim, Débora Grassi, Débora Marinho, Débora Matoso, Débora Nascimento, Dedé, Denilson, Denise Aguiar, Denise Amaral, Denise Costa, Devanil, Diego, Dilvânia, Diva, Dorinha, Écio, Edelweiss, Éder, Edigar, Édna, Édson, Edith, Eduardo Abreu, Eduardo Leite, Eduardo Milton, Elaine, Eliana Bezerra, Eliana Moura, Eliane, Elisa, Elizabeth, Ênio, Érika, Ernando, Ernani, Eugênio Paulino, Eugênio Mansur, Eva, Evani, Fátima Cruz, Fátima Faria, Feliciana, Feliciano, Fernanda Campolina, Fernanda Mansur, Fernando Teodoro, Fernando, Fino Trato, Flávia Amorim, Flávia Faria, Flávia, Flávio Ferreira, Flávio Júnior, Flávio Ramos, Francielle, Frederico Ferreira, Frederico Marinho, Gabriel, Geise, Geovana, Geralda, Geraldo Tachinha, Géssica, Gilkinha, Glauce, Glicéria, Glória Abreu, Glória Vasconcelos, Graciella, Guilherme, Guilhermina, Gustavo Duarte, Gustavo Muniz, Helen, Helena Srur, Helena Palotti, Hélio Márcio, Heloísa, médico Hudson, Humberto Ribeiro, Idael, Igor, Imaculada, Ione, Isabela Amorim, Izabella Alves, Ítalo, Ivonêta, Izabel, Jade, Jairinho, Jane, Jaqueline, Joana, João Batista, João Caldas, João Gabriel, João Neri, Jorge, José Alves, José Márcio, José Martinho, José Srur, Jossiane, Júlia Menezes, Juliana, Júlia Lage, Júlia Mansur, Júlio, Júnio, Júnior Araújo, Júnior Mendes, Jussara Campos, Jussara Castelo Branco, Karen, Karina, Karla, Kátia, Kelly, Kênia, Lady, Laís, Lane, Laura, Lauro, Lázaro, Leninha, Leo, Letícia, Lisiannny, Lívia, Lourival, Lucélia, Lúcia Fulgêncio, Lúcia Lopes, Lúcia Frágola, Luciana Grassi, Luciana Oliveira, Luciana Pereira, Luciane, Luciano Bandeira, Luciano Lopes, Luciene, Lucilene, Luiz Carlos, Luiz David, Luiz Felipe, Luiz Henrique, Magela Motos, Maíza, Marcelo/Collor, Marcelo Diniz, Marcelo Lemos, Marcelo Pacífico, Marcelo Silva, Marcelo Vilela, Márcia Baldiotti, Márcia Fonseca, Márcia Pastorini, Márcio Araújo, Márcio Campos, Márcio Mendonça, Marco Antônio Baêta, Marco Antônio Pereira, Marco Maia, Marco Túlio, Marcos Oliveira, Marcos Priska, Marcos Rodrigo, Maria Amália, Maria de Lourdes Castro, Maria de Lourdes de Oliveira, Maria Diniz Academia, Maria Inês, Maria Ivone, Maria José, Maria Luiza Cáffaro, Maria Luiza Mendes, Maria Nízia, Maria Tereza, Mariana, Mariângela Velloso, Marília Lopes, Marília Souza, Marília Vasconcelos, Marina Lage, Marina Miranda, Maristela Santos, Maristela, Marlene Lima, Marlene Moreira, Marlon Isidoro, Marta, Martinha de Sousa, Mathieu Demarret, Matheus, José Matias, Mayre, Mércia Martins, Mércia Mendonça, Merivane, Michele, Michelle Vitória, Milene, Milton, Miriam Porto, Mirian, Mirinho Bariri, Mônica, Mozart, Myrtes Pereira, Nagib, Nagibinho, Nando, Nara, Netinho, Nilo, Nilton Pereira, Nilton Rodriguez, Nilza, Nora Nei, Olita, Onilza, Onofrinho, Osmano, Osvaldo Lage, Osvaldo Milton, Patafufo Country Club, Patrícia, Pauliana, Paulinho, Paulo Faria, Paulo Melo Franco, Paulo Nascimento, Paulo Patafufo, Pedro, Péricles, Phisio Pilates (Carol, Cacá, Joice e Olívia), Posto Primavera, Priscila, Rafael Peixoto, Rafael Welter, Raisa, Ramon/Casão, Raquel Queiroz, Raquel Ribeiro, Regina Abreu, Regina Mendes, Regina Mendonça, Regina Penna, Renata Franco, Renata Santana, Renata Silva, Renato de Brito, Ricardo Abreu, Ricardo Chaves, Ricardo Pereira, Ricardo Portela, Rildo, Roberto, Rodrigo José, Rodrigo Magno, Roger, Rogério, Ronaldo/Naldão, Ronaldo Oliveira, Rosália Abreu, Rosana, Rosângela de Faria, Rosângela Frágola, Rosângela Amorim, Rosângela, Sabrina Barbosa, Sabrina, Salatiel, Sandra Mendes, Sandra Ribeiro, Sãozinha Ferreira, Sérgio Lima, Sérgio Lage, Sérvulo, Sharme Motos, Sibele Duarte, Silvana Caffaro, Silvana Parreiras, Silvana Teodoro, Silvânia Martins, Silvânia Tibúrcio, Silvinho Lage, Simone Amaral, Simone Felipe, Sinara, Sofia, Soares, Solange Gomes, Solange Gonçalves, Solange Pereira, Sônia Naime, Sônia Teixeira, Soraya Vasconcelos, Soraya, Sucka Lis, Sulamita, Suzana, Tânia Flores, Tânia Lage, Tânia Vasconcelos, Tereza, Terezinha Santos, Tety, Thé, Thelma, Toninho Fonseca, Toninho Gladstone, Túlio, Valéria Massa, Valéria Melo, Valéria Souza, Vanessa Fiúza, Vânia Lage, Vânia Navarro, Vera, Victor Almeida, Vítor Freitas, Viviane Pereira, Wagner, Wagno, Wanderson, Washington, Wayne, Wéber/Bé, Wesley, William, Wladimir, Xande e Zezé... Estou com receio de, mais uma vez, ter deixado algum nome pra trás...

E você, também gosta de ser lembrado, no dia de seu níver? Uma boa leitura!

24/11/2016 - Quinta-Feira

QUEM VÊ CARA QUASE NUNCA VÊ CORAÇÃO

A mulher discreta e elegante, cinquenta anos ou menos, levava a sua vida cumprindo, diariamente, as suas obrigações como esposa, mãe, dona de casa, sem falar nas funções sociais que a vida do marido empresário lhe empunha. Tudo da forma mais natural possível, passando sempre a imagem de ser uma pessoa de bem com a vida. Um dia, à tarde, encontrou-se com uma amiga de infância e adolescência, quando ambas esperavam por seus filhos menores na entrada de uma grande escola particular. Ao avistar a elegante amiga, a espalhafatosa mulher festejou, quase gritando: 

- Amiiiga, quantos anos!!! Nem parece que a gente mora na mesma cidade. Precisamos sair juntas para desopilar os nossos fígados. 

- Está bem! Vou ver com o meu marido e a gente marca depois, ok?

- Marido?!? Está louca, amiga? Jamé! Só nós duas, tipo free night para colocarmos os papos em dia e falar muito mal deles (riso, quase gargalhada). 

Na verdade, se dependesse da discreta e elegante mulher o tal encontro nunca sairia. Porém, a espalhafatosa mulher anotou o número do celular da amiga e não parou de ligar, até conseguir agendar o 1° encontro. Saíram numa noite de 4ª feira com o pretexto de assistirem um filme, mas sentaram-se em uma mesa de um barzinho pub e ali ficaram até altas horas, bebendo whisky. Depois de milhões de papos nostálgicos, a discreta e elegante mulher colocou seu coração à larga, relatando para a velha amiga os graves problemas financeiros que ela estava enfrentando em seu lar, há vários meses. Visivelmente abatida, após encerrar o desabafo, a amiga espalhafatosa pegou as mãos da amiga e falou, chorando:

- Querida, eu nunca poderia imaginar... Como você consegue manter sua discreção e essa elegante postura, diante de tudo isso que você está vivendo? Acho que eu não conseguiria...

- Acho que a vida está me ensinando a viver apenas um dia, de cada vez... Mais do que isso eu não dou conta... (lágrimas).

E você, acha também que as aparências, às vezes, enganam? Uma boa leitura!

17/11/2016 - Quinta-Feira

CHEGOU A HORA DA TÃO SONHADA VIRADA?

Após duas horas de intensa e interessante palestra e debates, a maquiadíssima mestre de cerimônia avisou com sua voz de trovão:

- Teremos agora 20 minutos para a realização de um coffe break que, como o próprio nome diz, trata-se de uma quebra (break) dessa palestra para que todos saboreiem um delicioso café (coffe) mineiro.

Aquela palestra, bem anunciada no jornal de maior alcance, credibilidade e imparcialidade da cidade, falava sobre o perfil desta nova geração de funcionários e a adaptação dos empresários mais antigos à essa nova oferta do mercado. Porém, o polêmico e emergente assunto não ficou nas poltronas do grande auditório. Foi junto, grudado aos palestritas para o salão do café. O homem de camisa xadrez falou para quem quisesse ouvir, enquanto saboreava um dos quitutes organizadamente distribuídos na grande mesa de vidro:

- No meu tempo, a gente é que tinha de se adaptar às regras do patrão e da empresa. Agora estão querendo virar o jogo...

O pessoal por perto riu alto, colocando as mãos sobre suas bocas para não ventilar migalhas do que comiam sobre os colegas de palestra. A mulher de semblante sério deu também a sua opinião:

- Essa nova geração com 18, 20 anos é fruto do whatsApp. É tudo muito rápido entre eles. É vapt-vupt! É por isso que eles, realmente, não têm muita tolerância com as regras. 

O homem calvo, de barriguinha avantajada, foi além:

- Junte-se a isso os tais Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Auxílio Desemprego. Trabalhar pra quê? Pra quê, minha gente? Afinal, o senhor Lula e a dona Dilma colocaram todo mundo na maré mansa. Marolinha, como se diz (risos). Não têm de tolerar nada mesmo não. O negócio agora é viajar, curtir a vida, igualzinho aos patrões!

O empresário mais jovem daquele grupo profetizou:

- E será cada vez pior para nós, empresários, e melhor para eles, empregados. Se o Socialismo está em decadência mundial é outro assunto. Mas é bom que todos os seres humanos – e não só os patrões - tenham qualidade de vida! Afinal, os empregados fizeram e fazem tudo por seus empregadores, a vida inteira. Está na hora de fazermos um pouco por eles também, não acham? 

E você, como está vendo essa mudança nas relações de trabalho, em geral? Uma boa leitura!

10/11/2016 - Quinta-Feira

JEITO PATAFUFO DE FALAR... ERRADO

De uma hora para outra, o proprietário de uma conceituada escola particular do ensino fundamental contratou, de uma só vez, três funcionários para trabalharem na área administrativa. Todos eles passaram por uma sabatina promovida pelo psicólogo da rede. Porém, nos 1°s dias de trabalho, o dono da escola e ex-professor de português, nascido na capital mineira, começou a estranhar a fala patafufa dos novos funcionários, através de pérolas como essas:

- Eu vou estar ligando para ela, hoje ainda.

- Uai, nóis foi lá, mas eles não estava lá.

Para uma mãe de aluno que chegou na recepção, veja o que disse uma das novas funcionárias:

- Quê qui cê qué?

A mãe do aluno, ao ouvir aquilo dentro da própria escola onde ela pretendia matricular seu filho, respondeu:

- Nada não! Me desculpe, mas errei o endereço.

Vendo essas e outras situações, com um português errado sendo praticado em sua empresa, o proprietário daquela escola questionou o realizador do teste psicológico. Ouviu como resposta:

- Aplicar teste de português não é minha função...

Resolveu, então, chamar os dois professores de português da Casa para, juntamente com ele conversarem com os novos funcionários. O diretor abriu a reunião:

- Me desculpem, mas vocês estão cometendo graves erros de português em suas falas e em uma escola isso não pega nada bem. Aliás, pega muito mal, além de doer muito, não só aos meus ouvidos, mas de todos os professores, do diretor e até dos alunos...

Um dos funcionários, um jovem com uma grande e bonita tatuagem no antebraço esquerdo, falou:

- Uai, a gente só fala errado. Na hora de escrever, nóis escreve tudo certinho. O senhor não é daqui, mas todo mundo do Pará fala qui nem nóis. É um jeito patafufo de falar... Eu, por exemplo, tenho vergonha de falar certo, porque a galera toda monta encima de nóis, chamando nóis de isnobi.

Ao ouvir aquilo, o diretor perdeu o controle:

- Olha aqui, menino! Você vai falar desse jeito aonde bem quiser, mas aqui, na minha escola, você vai ter de falar direito, senão vai perder o emprego. Isso aqui é uma escola, está me entendendo?

E você, o que pensa desse jeito patafufo de falar? Uma boa leitura!

03/11/2016 - Quinta-Feira

O QUE A QUEDA DA MATRIZ TEM A VER COM O PROGRESSO DE PARÁ DE MINAS?

Sentados, sábado de manhã, na calçada de um barzinho sem luxo de espécie alguma, aqueles homens ficaram de frente para o azulado santuário. Conversavam amenidades sobre política – que eles chamam de abobrinhas. Chegam sempre por volta das 10H30 e saem, também sempre, duas horas depois. Entre eles, dizem que a cerveja estupidamente gelada que eles bebem funciona como uma forrada no estômago para receber o almoço farto do sábado. Depois, lógico, mergulham em sono profundo em suas camas, de onde só saem quando a noite chega. Conversa vai, conversa vem, disse o homem culto:

- Eu sou do tempo em que os 3 mais poderosos homens da cidade eram um prefeito, um padre e um empresário. Lembro-me que políticos mais antigos colocaram neles os apelidos de Zezinho, Huguinho e Luizinho. Personagens da Walt Disney que faziam muito sucesso em revistas de quadrinhos  como os sobrinhos do famoso Pato Donald (riso). 

O homem de cabeleira espessa, mas já grisalha, comentou:

- Nessa mesma época, havia uma igreja ali, bem no meio dessa praça. Aí, do nada, o padre anunciou em uma de suas homilias que eles iriam derrubar a velha matriz, porque ela estava muito velha, cheia de cupins nas madeiras do teto e que aquilo estava muito perigoso de cair, a qualquer hora, sobre as cabeças dos fiéis, matando muita gente.

O homem de camisa regata bradou:

- Balela! Esse foi o maior golpe político da história desta cidade! Era uma igreja barroca, lindíssima com altar majestoso, todo coberto de folhas de ouro. Igual aquelas igrejas barrocas de Ouro Preto. Jogaram um valioso patrimônio histórico no chão, por nada!

O homem que acendia o toco de um cigarro em outro inteiro foi contra:

- Não sou dessa época, mas sou fã desse santuário erguido para substituir a velha matriz.

O homem culto falou, novamente, e com tanta veemência que acabou encerrando a boa prosa. Se bem que o relógio do santuário tinha acabado de soar o fim daquela roda de amigos: 12H30. Disse:

- Todo mundo fala muito mal da derrubada daquela matriz, mas se ela estivesse aqui, ainda, no lugar dessa praça, esta cidade seria hoje apenas mais uma cidadezinha do interior. Ou seja: uma praça, uma igreja e nada mais. Portanto, saibam que o progresso desta cidade deve muito à retirada daquela igreja velha, no centro de uma velha praça...

E você, já tinha passado pela sua cabeça um pensamento tão pé na terra como esse? Uma boa leitura!

21/10/2016 - Sexta-Feira

ATÉ A IGREJA CATÓLICA JÁ ESTÁ QUESTIONANDO A VIRGINDADE DE MARIA

Recentemente, li, por indicação de um amigo e colega de estudos, um artigo polêmico, publicado, no mês passado, no jornal O Tempo. O texto questiona com argumentos concretos a virgindade de Nossa Senhora, o espírito mais iluminado da Terra, depois do filho que Ela gerou: Jesus. Interessante que, desde jovem, nunca entendi direito – e até não aceitava – essa citação bíblica sobre a virgindade de Maria. Agora, diz o artigo, que “um dos padres mais sábios da igreja católica atual, o francês François Brune, que também é representante do Vaticano em Transcomunicação Instrumental (contato com os espíritos, através de aparelhos eletrônicos) diz que essa novidade (a concepção virginal de Jesus) não diminui, em nada, a importância e a honra de Maria Santíssima e quem for contra o que vamos afirmar aqui  está dominado por preconceitos”.

Isso, porque, segundo o padre François Brune, “a palavra hebraica Almah significa apenas Mulher Jovem e não Mulher Virgem, conforme reza o Velho Testamento. Entretanto, ela aparece traduzida para o grego, em 250 aC com o significado de Partenos - que quer dizer Virgem. Isso, então, foi tomado, indevidamente, como uma profecia da concepção virginal de Jesus, através de sua mãe, Maria. Ou seja, Ela seria virgem, não apenas antes, mas também depois do parto e - convenhamos - após o parto isso é totalmente impossível”.

O sábio padre, inclusive, cita referências como o Velho Testamento (Isaías 7:14) e o Novo (Mateus 1:23). Acompanhe: “E, talvez pelo motivo do clero católico ser celibatário, ele tenha, e ainda tem, apoiado como correto esse erro de tradução da citada palavra hebraica (almah), ao invés de jovem, virgem

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